Nomeação de lideranças na Câmara reacende antigo embate em Cabo Frio

Miguel Alencar e Rafael Peçanha vão ficar, de novo, à frente dos blocos governista e oposicionista

Rodrigo Branco I Foto: Divulgação
Publicado em 03/01/2019 às 17:12

Discordâncias à parte, Miguel e Rafael mantêm relação amistosa

A volta dos trabalhos legislativos em Cabo Frio, marcada para 5 de fevereiro também promete o retorno de um conhecido embate entre jovens lideranças: Miguel Alencar (PPS) e Rafael Peçanha, como líderes do governo e da oposição, respectivamente. Os dois já ocuparam as mesmas funções durante o último governo Marquinho Mendes (2017-2018) e prometem reeditar os debates, tendo agora como centro das discussões o atual prefeito Adriano Moreno (Rede).

Durante a posse de Luis Geraldo na presidência da Casa, anteontem, Adriano oficializou a condição de Miguel, que teve que abrir mão da primeira secretaria da Câmara, que será ocupada por Alexandra Codeço (PRB). Correndo por fora, Miguel chamou a atenção do prefeito e do governo pela articulação nos bastidores em episódios como a aprovação do Plano Municipal de Cultura. Letícia Jotta (PSC), que em diversas ocasiões defendeu o governo de forma enfática no plenário, sera considerada a favorita a assumir o lugar de Vanderlei Bento (PMB), considerado muito discreto.

Miguel reconhece que cometeu erros enquanto foi líder de Marquinho, a que atribui à inexperiência, mas promete aprimorar a atuação desta vez.

– Vou manter meu posicionamento de apontar o que está errado para que o governo possa achar a solução. A gente quer que o governo dê certo. Vamos fiscalizar e continuar elogiando quando está certo, ajudando no que tem que ajudar. Vamos propor soluções, mas acho que o governo é muito preparado – disse.

No outro lado do ‘octógono’, Rafael Peçanha admite que a chegada de Miguel resultou na sua escolha como líder da oposição, posição que estava vaga desde o início do atual governo.

No entanto, é exatamente a indicação do colega que serve de munição para o discurso do pedetista de que o governo de Adriano é apenas uma continuação dos antecessores Marquinho e Alair Corrêa.

– Fiz questão de aguardar esses 170 dias de governo para observar as primeiras ações e posicionamentos. Como eu vi que, salvo algumas exceções, grande parte do sistema que compõe o atual governo inclusive dos nomes, são os mesmos, a gente resolveu assumir um papel de oposição – disparou Peçanha, que lidera o bloco que tem ainda Aquiles Barreto (SD) e Jeferson Vidal (PSC).

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