À espera de um milagre: governo promete contas e salários em dia até novembro em Cabo Frio

Prefeito Adriano recebeu imprensa para explicar motivos da exoneração em massa

Publicado em 04/06/2019 às 09:53

RODRIGO BRANCO

O governo espera estar com as contas em ordem, e isso significa também os salários em dia, a partir de novembro, com a aprovação da proposta de reforma administrativa enviada para a Câmara Municipal, na semana passada. A estimativa foi feita nesta segunda-feira (3), com exclusividade para a Folha pelo secretário de Fazenda, Antônio Carlos Nascimento Vieira, o Cati, após coletiva de imprensa concedida pelo prefeito Adriano Moreno (Rede), na companhia de praticamente todos os integrantes do primeiro escalão.

De acordo com Cati, as medidas de contenção de despesas, incluindo o corte de pessoal – apenas com cargos comissionados serão em torno de 430 – aliado a estratégias de aumento na arrecadação começarão a colocar as finanças municipais nos eixos a partir de agosto. A grande aposta para a entrada de receitas é o desbloqueio de R$ 33 milhões referentes ao arresto de precatórios, o que é esperado para este mês ou até o fim de julho. O secretário afirmou ainda que estuda a possibilidade de pedir empréstimos no mercado, tendo a Dívida Ativa, que ultrapassa R$ 1 bilhão, ou os royalties do petróleo como garantia.

– Se tudo o que a gente está fazendo der certo, acho que, a partir de agosto, a gente começa a respirar e antes de dezembro, a gente deve estar com o salário em ‘velocidade de cruzeiro’. Vamos reduzir despesa, reduzir pessoal, implantar a reforma administrativa, aumentar um pouquinho as nossas receitas e pedir algum empréstimo, se necessário. Acho que em novembro a gente está em velocidade de cruzeiro no quesito relação receita e despesa, e claro que o salário está incluído nisso – explicou o secretário que culpou a crise econômica no país e no estado pelas mazelas financeiras municipais.

Contudo, até a sonhada estabilidade no caixa, o caminho será longo. O prefeito, que havia se reunido com os secretários pela manhã, repetiu para os jornalistas a prestação de contas feita pela Secretaria de Fazenda em audiência pública na Câmara, sexta-feira, e para os próprios integrantes do primeiro escalão, horas antes da coletiva de imprensa.

Por quase duas horas, Adriano justificou a iniciativa de fazer a reforma administrativa e a exoneração de todos os cargos comissionados e dos ocupantes de cargos em comissão, oficializada no último sábado. Segundo o prefeito, uma comissão foi nomeada para avaliar tecnicamente quais servidores serão nomeados. Ainda não há uma estimativa de quantos funcionários serão reintegrados à máquina pública, mas conforme a Folha antecipou na edição de sábado, espera-se uma economia de R$ 10 milhões anuais.

De acordo com Adriano, a reforma é uma exigência do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), uma vez que a última readequação do tipo foi feita no governo do ex-prefeito Alair Corrêa.

– Todas as secretarias estão comprometidas de enxugar mais ainda a folha, pois é inviável ter quase 10% da população trabalhando na prefeitura. Sabemos da dificuldade de uma cidade que não investiu na geração de emprego e na capacitação de jovens. Então, hoje, Cabo Frio é uma cidade que não tem emprego, mas a máquina pública não suporta mais isso. Para que a gente possa avançar, investir e trazer recurso e renda, o primeiro passo é enxugar a máquina pública para que os empresários possam voltar a acreditar e investir na nossa cidade – disse Adriano.

Durante a reunião, alguns secretários, como os de Saúde, Márcio Mureb; de Desenvolvimento da Cidade, Felipe Araújo, e sobretudo, Cati, tentaram enfatizar a ‘agenda positiva’ do governo, com ênfase no Plano de Mobilidade Urbana, na aprovação do plano de refinanciamento de dívidas e no processo de regularização fundiária, entre outras.

Apesar da expectativa em torno da aprovação da reforma administrativa, segundo a reportagem apurou, ainda é preciso fazer o dever de casa na parte política junto aos vereadores. A estimativa é que o projeto seja votado apenas na semana que vem e não depois de amanhã, como deseja o governo. 

 

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