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HCE

HCE vira de extrema urgência

Unidade tem mais um dia de funcionamento restrito; secretaria e sindicato trocam acusações

28 setembro 2016 - 20h29Por Rodrigo Branco I Foto: Luciano Motta (Jornal de Sábado)
HCE vira de extrema urgência

Em uma das suas acepções, a palavra ‘pronto’ significa ‘imediato’, mas tal significado parece que foi riscado do dicionário da secretaria municipal de Saúde quando o assunto é o atendimento no Hospital Central de Emergência, em São Cristóvão.


Ontem, mais uma vez, os pacientes que recorreram à unidade tiveram que escolher entre voltar para casa com dor ou procurar ajuda em alguma cidade próxima como Arraial do Cabo. Desde a parte da manhã, apenas casos considerados de ‘extrema urgência’ foram atendidos.


Se a precariedade no serviço prestado pelo hospital é consenso, os motivos para mais um ‘dia de cão’ enfrentado pelos pacientes que procuraram atendimento médico são motivo de discordância e troca de acusações entre a secretaria municipal de Saúde e o Sindicato dos Profissionais da Saúde (Sind Saúde).


A secretaria afirmou, por meio de nota, que não há previsão para a normalização do serviço na unidade. Segundo a pasta, o número de técnicos de enfermagem é insuficiente, pois a categoria permanece em greve e não estaria cumprindo o que a lei determina,  de manter pelo menos 30% das equipes trabalhando.


O texto disse ainda que quatro equipes médicas estavam ontem  no plantão e que não faltaram medicamentos,  mas que os médicos estão impossibilitados de atender os pacientes que chegam à unidade, de uma forma geral, por não ter número suficiente de técnicos de enfermagem para aplicar as medicações prescritas’.


Por fim, a secretaria afirma que o governo ‘não está medindo esforços a fim de regularizar a situação do pagamento dos servidores’, mas ‘lamenta que o serviço à população esteja prejudicado’.


Procurado pela reportagem, o presidente do SindSaúde, Gelcimar Almeida rebateu as justificativas da secretaria de Saúde.
– Essa é uma tentativa do Governo de desqualificar a nossa greve. Tentam de todas as formas torná-la ilegal de uma forma mentirosa – disparou.


Contrariando a informação da secretaria, o sindicalista afirmou que o fechamento parcial do HCE aconteceu por falta de remédios e insumos básicos.
– Estamos trabalhando com até 80% do efetivo, que é muito acima do que a Lei de Greve determina. Na enfermaria, na internação e no trauma, estávamos com 100 % do efetivo. Apenas na medicação faltou um, por causa da greve – alegou Gelcimar, conhecido como Mazinho.