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Cortes da Copa viram mania em Cabo Frio

Adolescentes e adultos entram na onda

01 julho 2014 - 16h59
 
Cortes da Copa viram mania em Cabo Frio
Nem o moicano do atacante Cristiano Ronaldo, de Portugal, ou de Mario Balotelli, da Itália, e muito menos os blackpowers dos meias Fellaini e Witsel, da Bélgica. A moda dos cabelos estilosos importada dos campos de futebol da Copa do Mundo para as ruas de Cabo Frio tem outro ídolo. Neymar, o camisa dez da Seleção Brasileira, é o espelho de crianças e adolescentes. 
Barbeiros do Jardim Esperança, Gamboa e do Jacaré garantem que a moda começou antes do Mundial, mas fazem um alerta: nem todos os cabelos se adequam aos cortes desejados. Por isso, é preciso saber escolher.  E também desembolsar entre R$ 8 e R$ 12 para cortes feitos à máquina ou na tesoura. 
– Sempre temos esses pedidos, mas não só por causa da Copa. A molecada acompanha os campeonatos europeus. E a moda pega logo. Alguns penteados são mais difíceis de fazer – contou Marcelo Magrini, da Barbearia do Marcelo, no Jacaré.
Mas a dificuldade maior é agradar a exigente clientela.
– Os garotos são insistentes. O corte nem é difícil. Os clientes é que são muito exigentes. Querem exatamente igual. O corte do Neymar é o grande preferido deles – conta o cabelereiro.
Por causa dos pedidos cada vez mais elaborados, Marcelo admite que assistir a um jogo de futebol agora tem dois objetivos.
– Gosto de futebol, mas sou obrigado a prestar atenção no cabelo dos jogadores para poder atender aos pedidos – diverte-se.
Na Barbearia do Bruno, na Gamboa, o corte mais pedido é o moicano com listra lateral. Em um mês normal, a média é de 60 a 70 cortes. Com o período da Copa, Bruno Araújo, 35, dono da barbearia, garante que faz cerca de 80 cabelos por mês.  
– Fazemos muitos. Os pedidos variam pouco. A preferência é pelo moicano de Neymar, que agora até mudou de corte. Está de franja. Alguns são mais difícies de fazer e de manter – diz.
O que requer mais cuidado é o blackpower, explica Bruno.
– Se tirar muito o cabelo, acaba com o corte. Tem que ter técnica. Para manter o cabelo alguns jogadores usam gel ou até mesmo laquê para segurar o black – entregou. 
Entre os clientes ilustres da barbearia, estão André, ex-Vasco e atualmente do Atlético–MG, e Alexandro, centroavante da Ponte Preta, ex- Botafogo.
No Jardim Esperança, o barbeiro Edson Gaudino brinca com a criançada que chega afoita para ficar como Neymar.
– Sempre pergunto quanto o Neymar paga para eles o copiarem – disse, entre risos, o dono da barbearia Edson Cabeleireiros.
David Soares Rodrigues, de apenas 11 anos, é um fã ardoroso do craque da Seleção Brasileira.
– Gosto do Neymar, por isso corto o cabelo igual ao dele. Antes eu estava com o corte que ele usava para o lado – derrete-se o menino.
No Salão do Deiverson, também no Jardim, não é diferente. O moicano é quase unanimidade. O barbeiro Deiverson Magela Teixeira, 21, trabalha há 15 anos no ramo e diz que aprendeu tudo o que sabe sozinho.
– Aprendi olhando em casa. Nunca fiz curso. Gosto muito do que faço. É a minha função. Gosto de atender aos pedidos da molecada – contou o carioca, que mora há um ano no bairro.
Enquanto conversava com a reportagem da Folha,  Deiverson cortava os cabelos de Victor Carvalho, 16, e Matheus Trindade, 15, fãs do estilo moicano.
– Acho maneiro. Sempre usei corte estiloso. Gosto de futebol e acompanho os jogos e também os cortes dos jogadores – contou Victor, que fez o corte  com luzes.
– É a moda que todo mundo usa – justificou Matheus, que fez um mix do modelo de Cristiano Ronaldo com a ponta descolorida do cabelo de Neymar.
Gabriel Monteiro, 15, do Murubá, é outro que também faz sucesso cortando cabelo dos amigos fãs de futebol. 
– Comecei com 13 anos e cor-to na minha casa. Fiz o do meu irmão, eles gostaram e passaram a me pedir – contou o menino, que tem 20 clientes fixos.