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Vasco

Cruzmaltinos precisam torcer para o Fluminense para se livrar da queda

Rivalidade ou amor: o drama do Vasco para escapar da Série B

03 dezembro 2015 - 10h05

Nelson Rodrigues jurava: o Sobrenatural de Almeida pro­tegia o Fluminense na hora dos gols mais improváveis. Reza a lenda que os torcedores vascaí­nos rezam nesse domingo para o fantasma reaparecer. Afinal de contas, por ironia do destino, não basta ao Vasco da Gama ca­minhar com as próprias pernas: uma derrota do Tricolor para o Figueirense no Estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, significa o terceiro rebaixamen­to do cruzmaltino em oito anos. Se o Sobrenatural de Almeida vai dar as caras, ninguém sabe, só se sabe que a rivalidade falará mais alto do que a paixão na tar­de deste domingo.

Orgulhosos, há vascaínos que não admitem a torcida pelo Flu­minense. É o caso do funcioná­rio público Pedro Abreu.

– Se fosse necessária a vitó­ria do fluminense para o Vasco permanecer na Série A, torceria pelo Fluminense. Na história, o Vasco ajudou o Fluminense por diversas vezes. Caso aconteça o contrário, será um caso isolado – argumenta.

O funcionário público Rodri­go Santos, 22, admite que a per­manência vascaína na primeira divisão está acima de tudo.

 – Independente da rivalidade dos torcedores que querem ver o rival cair, a manutenção do Vas­co na Série A é muito importante para o futebol carioca. Não te­nho tantos problemas com o Flu­minense, até porque o meu pai é tricolor. Mas gostaria de man­dar um recado para os tricolores depois do jogo: muito obrigado e paguem a Série B – alfineta, bem humorado.

Naquele que foi o pior come­ço de campeonato de uma histó­ria centenária, o Vasco fechou o primeiro turno na lanterna, com lamentáveis 13 pontos em 19 partidas. Mas não há como ne­gar a reação – o time fez o dobro de pontos a uma rodada do fim do campeonato. O ‘esforço’ foi reconhecido pelo estudante Eric Lopes, 22.

– Independente do resulta­do do Fluminense, o Vasco lu­tou como um time de verdade para escapar no final. Mas, caso aconteça, não foi por causa dos últimos resultados. Foi pelo pri­meiro turno, quando o time pra­ticamente assinou a sentença de morte. Tem que deixar o clubis­mo de lado nessas horas. Todo vascaíno vai estar de olho no jogo do Fluminense, mas todo vascaíno viu o time lutar como um time de verdade – diz.

Pelo lado direito da arquiban­cada, onde está a torcida do Flu­minense, o sentimento não é de solidariedade. O estudante Ral­ph Guimarães, 22, não esqueceu das provocações de Eurico Mi­randa durante todo ano.

– Por mim entrega com re­quintes de crueldade. O Eurico falou muita besteira do Flumi­nense durante todo o ano. Meu recado para os vascaínos é: cur­tam bastante a Segundona. E, para o Rodrigo, fica o que o Fred falou: você deveria ter aprovei­tado melhor o fim da carreira – disse ele, numa alusão ao za­gueiro vascaíno, que trocou far­pas com o atacante no clássico do primeiro turno, vencido pelo Vasco por 2 a 1.

Quem não sente nenhuma dó do rival é o jornalista Aníbal So­ares, 42, que promete torcer con­tra o time do coração.

– Já separei a camisa do Fi­gueirense. Pela arrogância do presidente cruzmaltino em re­lação ao Fluminense. Peço que não julguem o Fluminense como culpado por um possível rebai­xamento. Devem julgar a cam­panha pífia que feita no torneio, em que figuram na zona desde a quarta rodada – dispara.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (3)