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ARTES CÊNICAS

Livro contará os 40 anos de história do grupo teatral Creche na Coxia

Obra da Sophia Editora traz a trajetória da premiada companhia cabo-friense que chegou à marca de 35 espetáculos apresentados

11 março 2021 - 15h13Por Redação

São quatro décadas nos palcos. Isso com a marca de 35 espetáculos, que formaram talentos — entre atores, atrizes e técnicos — e conquistaram os aplausos da plateia. É história que vai se tornar livro. Será em abril o lançamento de 'Creche na Coxia — 40 anos em cena', produzido pela Sophia Editora, marcando o aniversário da festejada companhia de teatro cabo-friense.  O projeto foi contemplado pelo Edital Retomada Cultural, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro como ação decorrente da Lei Aldir Blanc. 

Em 168 páginas, a obra trará rico acervo fotográfico, mapas de palco, reportagens publicadas em jornais  e informações detalhadas sobre os processos de pesquisa e concepção de cada espetáculo. Tudo começou em 1979, quando o grupo foi idealizado pela atriz, escritora e diretora Silvana Lima e pelo radialista Edinho Ferrô, ainda sob o nome de Ziembinski, em alusão ao ator e diretor polonês Zbigniew Marian Ziembiński. Eles se juntaram a Tânia Arrabal e elenco formado por estudantes e fizeram, no Colégio Estadual Miguel Couto, a primeira apresentação da peça infantil 'No reino dos bonecos'.  

Em 1984, um divisor de águas. O ano foi marcado pela chegada de novos integrantes: o ator, cenógrafo e dramaturgo José Facury, com a bagagem necessária para consolidar a companhia como uma das mais relevantes no estado; e o músico, compositor e instrumentista Ivan Tavares,  que se tornaria responsável pela identidade musical contida em quase todos os espetáculos. A parceria começou com 'Aluga-se para verão', dirigido por Facury e escrito por Silvana Lima, que rendeu o segundo lugar em um festival na cidade de Três Rios. Inaugurava-se ali uma bateria de reconhecimentos e premiações, que se multiplicaram nas décadas seguintes e marcaram as atividades do grupo. 

Em quatro décadas de estrada, grupo recebeu inúmeras premiações. Foto: Azevê

O nome Creche na Coxia veio com 'Devo, não nego', em cartaz a partir de 1987. É que, entre 1985 e 1988, os ensaios passaram a ser frequentados pelos filhos dos atores e atrizes. Eles ficavam nas "coxias", espaços nas laterais do palco, enquanto os pais contracenavam. "Uma creche brincando na coxia", observou José Facury. O trocadilho caiu no gosto dos integrantes e passou a ser identidade do grupo.  

Conta o ator Ravi Arrabal, filho de José Facury e Tânia Arrabal: "A gente, que era creche, via a cena de lado, e depois fez parte dela. Trocando o olhar de fora para dentro, e de dentro para fora aprendendo a ser gente, romper a casca, criar asas, alçar voo, ganhar as estrelas e virar constelação". 

Matheus Lima, filho de Silvana Lima, também compartilhou suas experiências: "Entrei em cena com o espetáculo "O voo", quando eu tinha 11 anos, em 1999. Foi ali que o teatro me fisgou. Por ser um dos filhos da Creche que ficava nas coxias, já assistia às peças, acompanhava meus pais em festivais e já tinha feito participações em outros trabalhos do grupo". 

Luta pela cultura - O livro mostra como a trajetória do Creche na Coxia se confunde com o histórico de lutas dos artistas pelo fortalecimento das atividades culturais em Cabo Frio. No ano de 1994, numa das apresentações de 'Querelas Liras e Jagunços', o então prefeito José Bonifácio Novelino estava na plateia. Foi quando sensibilizou-se sobre a necessidade de construção de um Teatro Municipal para a cidade. Anos depois, em 1997, foi inaugurado o Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, na Praia do Forte. 

"Vivíamos, em 1997, a inauguração do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, e o espaço recebia o 20º Festival Estadual de Teatro Associativo do Rio de Janeiro, ocasião em que o grupo se apresentou, fazendo depois temporada na cidade, como já era costume. Foi muita emoção acompanhar a obra do Teatro Municipal e depois poder inaugurá-lo com um espetáculo escrito e dirigido por mim. Inesquecível", contou Silvana Lima. 

Cena do espetáculo 'O Velho e a Morte'. Foto: Fabrício Jotha

O projeto tem direção-geral de José Facury Heluy, Silvana Lima e Tânia Arrabal Heluy, texto de José Facury Heluy e Silvana Lima, pesquisa de Tânia Arrabal Heluy, Ravi Arrabal Heluy e José Facury Heluy, coordenação editorial de Rodrigo Cabral, preparação e revisão deGustavo Rocha e Rodrigo Cabral e projeto gráfico, diagramação e capa de Julio Matos. 

"Tem sido uma experiência incrível mergulhar no acervo disponibilizado pela companhia. Estamos produzindo uma obra que traduzirá bem o que significa o Creche na Coxia", contou Julio Matos.

 

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