Sobre o peito, a rosa. Símbolo de despedida, síntese de uma vida trilhada sob o signo da coragem, da ousadia em busca dos sonhos. Síntese, também, da paixão pela vida pública, romantismo e pureza até os últimos momentos com filhas e a mulher Ana Lúcia Valladão. Os caminhos da rosa se iniciaram em fins dos anos 1970, ano de fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que definiu sua identidade visual. A mão segurando a rosa é a social-democracia. A rosa, o socialismo. Nas mãos, os valores democráticos.

Numa das edições do Sunset Boulevard, evento mensal da Folha no Canal, Zé ganhou uma rosa e, com ela sobre o peito, traduziu a linguagem do coração: “Vou levar para Ana”.
Pedetista de corpo e alma, sempre carregou a rosa em sua jornada de luta incansável por Justiça e igualdade. Se as rosas de Cartola não falam, as nossas apenas exalam agora saudade e admiração que sempre tivemos por ti, Zezinho!
Com ternura e bondade, que Deus o acolha na paz eterna.


