Instituído pela Lei nº 10.891, de 9 de julho de 2004, durante o primeiro governo do presidente Lula, o Bolsa Atleta ajuda a colocar pão na mesa de quem tanto sua a camisa por um pódio. Longe dos salários absurdos do futebol masculino estão atletas de pouca fama e visibilidade, como acontece com a equipe brasileira de ginástica rítmica.
Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Julia Kurunczi, Mariana Gonçalves, Maria Paula Caminha e Maria Eduarda Arakaki formam o time que conquistou duas inéditas medalhas de ouro no campeonato mundial disputado em Frankfurt, Alemanha.
Esporte não é milagre, é investimento! O Centro Nacional de Treinamento de Ginástica Rítmica, em Aracaju, SE, passou por reformas para modernização nos últimos anos. No início da carreira, o Bolsa Atleta possibilitou uma renda mensal às ginastas.
Só assim é possível começar uma trajetória profissional, de alto nível, em um esporte que não é popular no Brasil. Sem o benefício, que deve ser garantido pelo poder público, jamais colheremos medalhas de ouro. Está aí, reluzindo para que todos vejam, a importância do Estado.
Após as glórias obtidas com o lugar mais alto do pódio, as atletas ganharam notoriedade. Apareceram nos noticiários e sites esportivos que antes só mostravam 11 homens e uma bola.
O Bolsa Atleta também permite o acúmulo de salários pagos por clubes, patrocínio individual e contrato de publicidade/imagem. Em suma, é uma política pública de incentivo ao esporte para que atletas tenham um rendimento da altura do pódio. Da altura da nossa equipe de ginástica rítmica.
