Na Fórmula 1 há duas competições simultâneas todo ano. A dos pilotos e a dos construtores. Nas Copas do Mundo de futebol há a competição das seleções e a das marcas esportivas.
Esta semana o assunto deu até no The New York Times! A matéria, assinada por Kim Bhasin, mostra o evento do ponto de vista das grandes marcas. Ou seja, uma corrida pelas vendas de produtos, um palco para exposição mundial e o desejo para que um de seus patrocinados apareça no pôster do campeão mundial.
Nesse bolo de marcas, a Adidas tem 14 seleções, a Nike 12 e a Puma 11. Mas nem por isso estão satisfeitas. Há anos a Nike reclama de vendas minguadas. Em vez de reduzir o preço das camisas, prefere uma Copa com cada vez mais seleções para patrocinar.
Segundo a matéria, a Copa é mais uma chance de promover o futebol nos EUA e alçá-lo ao patamar de negócio como já acontece com outros esportes por lá. Nesse empreendimento, a Nike investe contratando jogadores como garotos-propaganda para atuarem na MLS (Major League Soccer).
A parte mais bombástica do texto, no entanto, se refere ao patrocínio fechado entre a Nike e a seleção alemã de futebol. A partir de 2027, a marca estadunidense será a fornecedora oficial de material esportivo dos germânicos. Foi tanto dinheiro na mesa que uma parceria de mais de 70 anos entre o futebol e a marca alemã se desfez.
Na próxima Copa do Mundo, por € 100 milhões ao ano, a Alemanha terá a vírgula no peito, no lugar das três listras. Afinal, pagando bem, que mal tem! — pensaram os diretores da Federação Alemã de Futebol.
