Toda vez que a bola laranja sobe numa quadra da NBA, um sistema de competição diferente do que estamos acostumados no futebol entra em cena.
O basquete profissional nos EUA é dividido em dois níveis principais: NBA, com 30 equipes, e a G League, com 31. São patamares distintos e entre eles não há acesso e rebaixamento.
Isso ocorre porque as equipes, tal como conhecemos, não são clubes. Cada uma delas é uma franquia administrada por uma liga centralizada que teria um enorme prejuízo se, por exemplo, os Los Angeles Lakers fossem rebaixados ou simplesmente deixassem de existir por falência, como ocorre com clubes de futebol. Seguindo com o Lakers como exemplo, ainda que a franquia seja a última colocada no campeonato por vários anos, permanecerá na NBA. Ela pode, inclusive, ser vendida para outro grupo, mudar de cidade e até mesmo de nome, desde que o processo seja aprovado pelo Conselho de Governadores da NBA. Mas a franquia continuará pertencendo à prateleira mais alta do basquete estadunidense.
Geralmente, franquias da NBA e da G League são adquiridas juntas, numa espécie de venda casada. O Lakers, da NBA, e o Coachella Valley Lakers, da G League, pertencem ao mesmo dono, são afiliados. Jogadores ainda em desenvolvimento são observados na liga menor e, em caso de destaque, sobem para compor o grupo mais estrelado.
Lá o esporte está organizado de forma a manter no jogo aqueles que dão lucro para a liga. As franquias nunca saem da quadra, seus donos sim, já que o negócio é lucrativo, mas o preço do investimento é alto.

