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Iguaba lidera ranking de desenvolvimento sustentável na Região dos Lagos

Cabo Frio ficou na quinta posição regional com notas consideradas "muito ruins" em seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU

13 setembro 2026 - 12h23Por Redação
Iguaba lidera ranking de desenvolvimento sustentável na Região dos Lagos

Iguaba Grande é a cidade da Região dos Lagos com a melhor qualidade de vida. É o que aponta o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil (IDSC-BR). O levantamento, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, avaliou todos os 5.570 municípios brasileiros a partir de cerca de 100 metas e 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos em 2015, e que devem ser cumpridos até 2030 por 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

O levantamento mostra como cada cidade está avançando (ou ficando para trás) em áreas que interferem diretamente na vida da população. As notas (que variam de zero a 100) são calculadas a partir de indicadores públicos e oficiais que medem diferentes aspectos da realidade de cada município. Saneamento, saúde, educação, segurança, infraestrutura, emprego, preservação ambiental e redução das desigualdades estão entre os aspectos considerados pelo levantamento. Quanto maior a nota, mais próxima a cidade está das metas estabelecidas pela ONU para melhorar essas condições até 2030.

O menor município da região alcançou nota 56,73 e conquistou a quinta posição no ranking estadual, atrás apenas de Niterói, Quissamã, Silva Jardim e Comendador Levy Gasparian, e a 887ª colocação no levantamento nacional. Além da nota geral, o índice permite identificar em quais áreas a cidade está avançando e onde ainda existem problemas a serem enfrentados. Iguaba Grande já alcançou 39 delas, mas ainda precisa melhorar em mais de 60.

Na avaliação geral, o município iguabense obteve índice considerado “muito alto” em quatro dos 17 objetivos: água limpa e saneamento (83,49), energia limpa e acessível (87,77), consumo e produção responsáveis (100) e ação contra a mudança global do clima (82,58). Mas obteve avaliação “muito baixa” em igualdade de gênero (33,37), indústria, inovação e infraestrutura (13,61), proteção à vida terrestre (29,60) e paz, justiça e instituições eficazes (30,72). Essas notas apontam os principais desafios do município, envolvendo desde a participação das mulheres no mercado de trabalho e na vida pública até infraestrutura, preservação ambiental, segurança e qualidade das instituições, com avaliação das taxas de homicídio, combate à corrupção e nível de transparência, entre outras questões.

Arraial do Cabo vem logo em seguida, com nota 55,88 (oitava colocação no estado e 1114ª no Brasil). A cidade cabista também conseguiu alcançar 39 metas. Os destaques positivos ficaram por conta dos itens água limpa e saneamento (86,41), energia limpa e acessível (95,09), ação contra a mudança global do clima (81,45) e vida na água (100). Mas obteve avaliação “muito ruim” em indústria, inovação e infraestrutura (3,74), redução das desigualdades (37,81), paz, justiça e instituições eficazes (36,47) e cidades e comunidades sustentáveis (33,56). O resultado mostra que os principais desafios do governo municipal de Arraial do Cabo estão em áreas que afetam a infraestrutura da cidade, oportunidades de trabalho, segurança e as condições de vida da parcela mais vulnerável da população que vive em favelas e comunidades urbanas.

Com nota 54,92, Búzios aparece em terceiro lugar no ranking regional, 15º no estadual, e na posição 1.424 no nacional. O balneário alcançou apenas 33 metas da ONU, com destaque positivo apenas em dois dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: água limpa e saneamento (84,25) e energia limpa e acessível (95,09). Apesar das boas notas nesses dois quesitos, o resultado geral mostra que há uma distância considerável entre os investimentos do governo buziano e as metas de desenvolvimento sustentável. A cidade teve desempenho “muito ruim” em cinco itens: paz, justiça e instituições confiáveis (34,92), igualdade de gênero (36,18), redução das desigualdades (38,20), parcerias e meios de implementação (11,20) e indústria, inovação e infraestrutura (6,02), que avalia, entre outros aspectos, a infraestrutura urbana e a criação de empregos formais em atividades que exigem conhecimento e tecnologia.

Um dos municípios mais ricos da Região dos Lagos por conta do alto repasse de royalties do petróleo, Saquarema alcançou 37 metas e aparece em quarto lugar no ranking regional com nota 54,87 (16º lugar no estado e 1.438º no Brasil). O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil revela que o grande volume de dinheiro que entra nos cofres públicos não está sendo traduzido em avanços nos diferentes indicadores avaliados pelo levantamento. Assim como Búzios, a cidade só obteve destaque em dois índices: energia limpa e acessível (92,99) e ação contra a mudança global do clima (82,50). Em quase todos os outros objetivos avaliados, Saquarema conseguiu avaliações que variam entre “alto” (nota 60 a 79,99) e “baixo” (40 a 49,99), ficando “muito baixo” em indústria, inovação e infraestrutura (8,84) e igualdade de gênero (35,35). Isso significa que, mesmo com uma das maiores receitas da região, Saquarema ainda apresenta indicadores baixos em áreas que envolvem emprego, infraestrutura, participação feminina e segurança das mulheres.

Embora tenha sido bem avaliada em quatro dos 17 objetivos, Cabo Frio obteve notas “muito ruins” em seis itens, fazendo com que a nota final fosse de 51,93, ocupando a quinta colocação na região, o 34º lugar entre todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, e a posição 2.559 no Brasil. A capital da Região dos Lagos alcançou apenas 30 metas, se saindo “muito bem” nos quesitos água limpa e saneamento (90,05), energia limpa e acessível (93,05), consumo e produção responsáveis (80) e ação contra a mudança global do clima (82,66). São resultados positivos em áreas que afetam diretamente serviços básicos, consumo, meio ambiente e acesso à energia. Mas foi “muito ruim” em indústria, inovação e infraestrutura (14,84), cidades e comunidades sustentáveis (32,15), proteção à vida terrestre (36,65), paz, justiça e instituições eficazes (34,61), redução das desigualdades (23,10) e parcerias e meios de implementação (7,18), que avalia o total de receitas e os investimentos públicos.

São Pedro da Aldeia obteve nota 50,32, ficando em sexto lugar na região, 48º no estado e 3.208º no ranking nacional. Com apenas 27 metas alcançadas, o município aldeense teve avaliação “muito alta” apenas nos quesitos água limpa e saneamento (86,81) e energia limpa e acessível (86,51), e avaliação “muito baixa” em indústria, inovação e infraestrutura (6,46), redução da desigualdade (23,07), paz, justiça e instituições eficazes (35,29), parcerias e meios de implementação (10,01) e proteção à vida terrestre (32,01). As notas baixas indicam dificuldades principalmente em relação à infraestrutura da cidade, segurança, investimentos públicos e investimentos em preservação do meio ambiente.

Araruama amargou o último lugar no levantamento local: com nota 48,36, ficou em 66º lugar no estado, e em 3.938º no Brasil. Com 30 metas alcançadas, a cidade se destacou em água limpa e saneamento (88,65), energia limpa e acessível (86,26) e ação contra a mudança global do clima (84,14). Mas teve avaliação “muito baixa” em oito itens: igualdade de gênero (37,91), indústria, inovação e infraestrutura (9,55), redução das desigualdades (35,70), cidades e comunidades sustentáveis (37,96), proteção à vida terrestre (26,23), paz, justiça e instituições eficazes (31,88), parcerias e meios de implementação (24,96) e consumo e produção responsáveis (24,55), que avalia a mudança nos padrões de consumo e recuperação dos resíduos sólidos através da coleta seletiva de lixo.