Cabofriense ainda sonha com a semifinal da Taça Guanabara

Com a mão na calculadora, time vai em busca de tarefa difícil, mas não impossível

Publicado em 29/01/2019 às 10:51

RODRIGO BRANCO
Foto: Léo Borges

Na frieza dos números, a tarefa não é das mais difíceis, afinal, basta a Cabofriense vencer os dois jogos que restam para se classificar para as semifinais da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Na prática, a coisa complica, pois os duelos serão fora de casa, contra o Bangu, na quinta-feira (16h, Moça Bonita), e o badalado Flamengo de Gabigol e Arrascaeta, no domingo (17h, Maracanã).

Mas a situação não preocupa o técnico do Tricolor Praiano, Luciano Quadros, que ontem revia os lances do empate contra o Resende, na noite de domingo, no Correão. Otimista, Quadros projeta um desfecho feliz para a Cabofriense ao fim da fase de classificação pelo Grupo C.

– Vislumbro a situação como totalmente favorável, independentemente de jogarmos fora de casa. A competição está muito equilibrada e nenhum pequeno, além de nós, venceu uma equipe grande. Os jogos estão nivelados e não vejo uma diferença grande entre os times, a não ser de proposta de jogo. O pensamento único é ir a Bangu, respeitando a tradição deles, mas conseguir a vitória e partir para o último jogo, no Maracanã, para buscar mais algum ponto necessário para nos classificar – planeja o comandante tricolor.

Sobre o empate contra o Resende, o treinador fez coro com as críticas de alguns jogadores sobre o estado do gramado do Correão. De acordo com Luciano Quadros, o piso irregular atrapalhou a proposta de jogo da equipe, de valorizar a posse de bola, com uma intensa troca de passes no campo de ataque. Ele lamentou o time ter cedido o empate, mas elogiou a entrega dos jogadores. O próximo jogo da Cabofriense em casa é apenas no dia 24 de fevereiro, contra a Portuguesa da Ilha do Governador. Até lá, ele espera que o problema do gramado esteja resolvido.

– A diretoria sabe da minha insatisfação. Montamos a equipe e trabalhamos todo o tempo, no período que tivemos para treinar, uma proposta de jogo de controle de bola, de aproximação, de saída de bola, inclusive com a participação do goleiro. E por causa disso (gramado), corremos o risco de errarmos e perder um jogo. Não podemos mudar a filosofia do jogo por causa disso. Eles estão cientes, mas não é culpa deles. Não sei o que levou o gramado a ficar deste forma. Algo precisa ser feito – cobrou Luciano.

Para a partida decisiva contra o Bangu, o técnico ainda vai fazer uma avaliação das condições físicas do elenco, mas pode repetir a escalação da partida contra o Resende. Outra opção é começar o duelo na Zona Oeste do Rio com a formação que iniciou o confronto contra o Botafogo, na vitória por 3 a 1. O meia Michel, que se machucou ainda no primeiro tempo contra o Alvinegro Carioca, voltou a ser opção e, inclusive, entrou na etapa final do jogo contra o time do Sul Fluminense, neste domingo.

Campanha de arrecadação de leite é um sucesso

Se o resultado dentro de campo não foi o esperado pela Cabofriense, nas arquibancadas, a torcida fez festa no reencontro com o estádio Correão. As arquibancadas do alçapão de São Cristóvão, ficaram lotadas e carga de ingressos esgotou horas antes da partida.

Além da saudade que o torcedor marlim tinha do time, uma campanha solidária ajudou a impulsionar a procura: uma caixa de um litro de leite era trocada por um ingresso. Ao todo, foram arrecadados 900 litros de leite, que serão distribuídos para instituições de caridade da cidade.

Para os próximos jogos em casa, a diretoria estuda fazer promoção semelhante. A próxima partida do Tricolor Praiano no Correão é no dia 24 de fevereiro, contra a Portuguesa da Ilha do Governador.

O técnico Luciano Quadros gostou da presença maciça do público e elogiou o comportamento da torcida, que incentivou durante os 90 minutos. 

– A torcida foi brilhante. Foi muito bacana jogar com as arquibancadas cheias, com essa atmosfera – disse. 

Além da partida contra a Lusa,  o Correão ainda pode receber outros dois confrontos da Cabofriense, ambos pela Taça Rio: contra o Vasco, em 17 de março, e Volta Redonda, 20 de março.

No entanto, o duelo contra o Cruz-maltino ainda deverá ser analisado pelas autoridades por causa do grande apelo junto à torcida vascaína na região. 

O jogo – A Cabofriense começou dominando a partida, com o controle da bola, ao gosto do técnico Luciano Quadros, apesar da irregularidade do gramado. Mas aos 36 minutos, uma falha individual do zagueiro Lucas Maia, do Resende, resultou em pênalti no meia Índio, do Tricolor Praiano. Ele mesmo cobrou e fez o time da casa levar a vantagem para o intervalo.

No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado, porém, com poucas chances de gol. Mas aos 18, a equipe da Região dos Lagos errou um passe no campo de ataque e permitiu um contra-ataque adversário. Na sequência do lance, Maxwell  tocou na saída de George e deu números finais à partida. Foi o quarto gol do jogador do Resende, que é o artilheito isolado do Campeonato Carioca.

Além das condições ruins do gramado, o técnico Luciano Quadros também saiu na bronca com a atuação do árbitro da partida, Daniel de Sousa Macedo. As principais reclamações foram o rigor excessivo com o time da casa e o volume de faltas. 

– A arbitragem foi calamitosa. Ele encheu nosso time de faltas. Na dúvida, ele marcava sempre para o Resende. Isso possibilitou o adversário a ter chance de bola parada toda hora. Aos 48 do segundo tempo ele deu um escanteio que não houve para eles, que quase viraram o jogo – detonou. 

Ficha Técnica 

Cabofriense – George; Watson (Pedro), Bruno Lima, Roberto Junior e Manoel; Gama, Valderrama (Michel), Kaká Mendes (Rafael Gladiador), Anderson Rosa e Índio; Rincón. Técnico: Luciano Quadros.

Resende – Ranule; Filipi Souza, Rhayne, Lucas Maia e Murilo Rusalen; Joseph, Vitinho (Davi Ceará), Léo Silva e Arthur Faria; Maxwell (Alexandro) e Zambi (Valdeci). Técnico: Edson Souza.

Gols: Índio, 34’/1ºT (1-0); Maxwell, 18’/2ºT (1-1).

Árbitro: Daniel de Sousa Macedo, auxiliado por Rafael Sepeda de Souza e Fabiana Nobrega Pitta.

Cartões amarelos: Bruno Lima e Anderson Rosa (CAB); Lucas Maia, Maxwell e Zambi (RES).

Classificação Grupo C: 1º) Flamengo 7 pontos; 2º) Boavista 6; 3º Cabofriense 4 (4 gols a favor); 4º) Bangu 4 (3 gols a favor); 5º) Resende 2; 6º) Botafogo 1.

 

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