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Coluna

Novo golpe na praça... Do zap

10 fevereiro 2020 - 19h46

Caríssimos leitores de todas as terças, a Internet chegou trazendo uma infinidade de aplicações, oportunidades e impactando inquestionavelmente as relações interpessoais e coletivas. Desde que surgiram as redes sociais, principalmente, o “mundo virtual” entrou de vez em nossas vidas, e, aonde quer que estejamos, sempre tem alguém acompanhando cada passo.

O mundo virou definitivamente um imenso “BIG BROTHER”! Sobretudo, com os avanços da tecnologia dos dispositivos portáteis, como câmeras e notadamente os celulares (smartphones), e o aprimoramento das redes de comunicação. Rapidamente um clique e com simples dedilhado, e uma postagem surge no infinito horizonte de eventos digitais.

Não tardou para eclodirem instituições financeiras, corretoras de crédito, portais de negócios, bancos e até as denominadas criptomoedas, sendo, talvez, a mais popular delas o Bitcoin. “Toneladas” de dados trafegando na velocidade da luz, entre servidores, em emaranhados de sistemas, fibras e outras espécies de conexões que já alcançam as regiões mais remotas do planeta.

E todo esse vasto campo de possibilidades e acontecimentos, certamente abre espaço para os vigaristas de plantão que não deixam de inovar nas formas de maracutaias, geralmente objetivando obter aquela vantagem financeira. Além, é claro, de perpetrar toda sorte de malfeitos, destruir reputações, sequestrar virtualmente bancos de dados inteiros.

Todavia, quando falamos de crimes cibernéticos, logo imaginamos aqueles cenários cheios de sofisticações, hackers com aquele arquétipo nerd, invasões super elaboradas. Todavia, novos golpes surgem quase que diariamente, tornando quase impossível acompanhar a imprevisível e famigerada criatividade desses criminosos, parasitas oportunistas.
Um dos principais elementos que integram seus estratagemas, estratégias maliciosas, é justamente aproveitar-se da desatenção e natural boa-fé das pessoas. 

Recentemente, notifiquei em minhas contas no Facebook e Instagram, uma modalidade que até então não verifiquei ter sido noticiada em qualquer plataforma ou veículo de comunicação, e que vem sendo aplicada reiteradamente aos usuários do WhatsApp.

Funciona assim: a partir de um anúncio feito em um site de comercialização de produtos ou serviços, como MERCADOLIVRE ou OLX, por exemplo, o golpista entra em contato com o anunciante, solicitando informações do indivíduo a pretexto de atualizações e supostas confirmações cadastrais. Em seguida, ele “clona” aquele determinado whatsapp veiculado na postagem e logo o bloqueia; daí, começa a buscar nos contatos do perfil [agora] “hackeado”, e, se passando por este, envia solicitações de depósitos, via de regra, de valores relativamente baixos, nada muito chamativo, sob a alegação sempre de alguma emergência: pane veicular súbita, um breve empréstimo, um familiar acidentado…
Portanto, mais uma vez, aproveito para registrar algumas recomendações: fique muito, mas muito alerta! NUNCA efetue depósitos ou faça transferências sem ter certeza de que esteja tratando realmente com aquela pessoa conhecida ou familiar. Retorne a ligação, se possível, pelo modo convencional, ou seja, sem utilizar os recursos de chamada do próprio aplicativo. Como costumo dizer, sem receio: “_ confira primeiro, ajude depois”!
Não forneça informações pessoais indiscriminadamente. Verifique a política e os termos de uso e acesso, sobretudo desses chamados contratos de adesão, firmados virtualmente. Caso seja vítima de alguma ação criminosa dessa natureza, notifique as autoridades imediatamente!