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Coluna

Flexibilização sim, mas com cuidados redobrados!

11 junho 2020 - 16h37

Uma mentira pode ser repetida mil vezes que jamais será verdade, continuará sendo uma mentira, ao contrário do que acreditava Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista que, por exercer severo controle sobre os meios de comunicação, na época, costumava dizer que  “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.  

A mentira, na época do Terceiro Reich, apesar de Goebbels, ou nos dias atuais, apesar das Fake News, continua a ter pernas curtas. A tentativa do governo de impedir a divulgação dos números da pandemia  do novo coronavírus no Brasil e tornar os mortos invisíveis diante do crescimento exponencial do número de vítimas, revela não apenas o fracasso da política de saúde no combate a “gripezinha” mas, também, a provável ascensão do país a segunda posição da ranking de mortos ainda esta semana. Um vexame muito maior do que a derrota do Brasil por 7 a 1 contra a Alemanha na Copa do Mundo.

A transparência é o único caminho para proteger a população e vencer o vírus. Esconder dados não vai minimizar o problema, pelo contrário, vai tornar ainda mais incontrolável a curva da contaminação. É como contar mortos. Vamos descobrir que o número de vítimas é muito maior em função da subnotificação devido a falta de testagem da população. O Brasil poderia estar vivendo uma realidade completamente diferente se o governo não tentasse a todo momento nos atirar no passado e no atraso.  

O negacionismo governamental não vai reescrever a história do Brasil. A ditadura e o AI-5 que muitos, criminosamente pedem a reedição, segundo a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, instituída em 1995 e vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, foram responsáveis por 362 mortes e desaparecimentos políticos.

 O Centro de Documentação Eremias Delizoicov e a Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, que, em 2010, organizaram um site, listaram 383 mortos e desaparecidos políticos nos chamados anos de chumbo. Centenas de famílias não tiveram o direito de velar nem enterrar seus mortos.

O governo não vai conseguir mudar o fato de que o Brasil, segundo dados da BBC News, transportou e escravizou cerca de 4,8 milhões de africanos  ao longo de mais de três séculos. Outros 670 mil morreram no caminho. Mais inaceitável que esse genocídio que macula e envergonha a nossa história são declarações, irresponsáveis e indecentes, de que “a escravidão foi boa porque negros viveriam em condições melhores no Brasil do que no continente africano.”

Uma nação não se constrói sobre a mentira, uma prática tão nefasta quanto a corrupção. O Brasil não pode ser entregue aos corruptos muito menos aos mentirosos.  A democracia não será subjulgada por esses bandos mas, para isso, é preciso que todos os cidadãos de bem se unam, independente de partidarismos, para fazer com que o país avance rumo ao futuro, alicerçado na verdade, na justiça social e, acima de tudo, na liberdade.  
O artigo primeiro da Constituição brasileira, diz que “todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”. O povo somos todos nós, homens, mulheres, LGBTs, idosos, negros, brancos, magros, gordos, católicos, evangélicos, espíritas. “Todos são iguais perante a Lei”, diz o Artigo Quinto da nossa Carta Magna, “sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança.” É preciso cumprir a Lei. Ela vale para o cidadão na base da pirâmide social ou para o presidente da República. 

É preciso transparência, não só com os números da pandemia mas, também, com os gastos dos governos em todas as suas esferas. Os municípios devem dar o exemplo. O dinheiro é público, portanto, é dever do prefeito abrir as contas para a população. Precisamos de um novo modelo de gestão e um novo modelo político onde o poder público figura com o indutor do crescimento e do desenvolvimento, sendo capaz de objetivar as ações, apontando o modelo de desenvolvimento e crescimento e atraindo recursos a serem investidos na cidade, pela iniciativa privada, gerando assim empregos e renda e estimulando a circulação da riqueza além dos recursos orçamentários.  Enquanto a prefeitura for o maior gerador de empregos a cidade estará doente. A prefeitura tem que estimular o crescimento econômico e a geração de empregos.