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Coluna

Retrocesso do Século

12 outubro 2020 - 11h24

Todas as manhãs milhares se crianças, adolescentes, jovens, buscam compreender o novo olhar sobre uma educação virtual. Microfones silenciados, para não causar algazarra. O silêncio dita a regra, tornando cada vez mais incógnita o porvir.
Os corações desaceleraram o anseio dos encontros, das brincadeiras coletivas, das gargalhadas que proporcionavam dorzinha na barriga. O sorvete da madrugada, típico da cidade das Rosas, a querida Barbacena, pedacinho das Minas Gerais. Será o retrocesso do século?

Seja a ausência que conota em saudade, passarela para a voz das entrelinhas. Que ecoem palavras orquestrada nas folhas do caderno, pra que ele não seja esquecido. Amigo verdadeiro que sabe guardar segredos e aliviar o coração. Foi assim com nossos avós; Foi assim com nossos pais. Que seja assim com a futura geração.

Nossos pais muito escreviam. Não encontravam respostas ao clique  do computador, mas poucos conheceram a depressão. No exercício da leitura, viajaram, conheceram lugares, vinhos, a medicina, o direito, as poesias, e pouco se ouvia sobre o Alzheimer.  Os olhos sempre estavam atentos às caixas dos correios, na expectativa de desnudar notícias, quer fossem boas, quer fossem más. O anseio do encontro com as palavras, com as junções silábicos, que tanto nos ensinaram, e ensinam.

Letras em vestes de sentimentos; Palavras em vestes de anseios;  Frases em vestes de mensagens. Silêncios que ecoam a própria alma. Que o novo olhar sobre a educação, e o distanciar das faces, não crie pontes nos corações. Comunicação é a essência. Segue o idioma de um povo, sendo a mãe de todas as artes.