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Coluna

Paradoxalmente

25 janeiro 2021 - 12h38

Quantas vozes circundam nossas mentes. Quantas palavras externas acreditamos ser ecos da nossa própria consciência. Quantos silêncios são alimentados com o intuito de manter paz, e quantas guerras adentram a humanidade, por emudecerem diante de seus paradoxos. Tememos a opinião alheia, adversas aos nossos conceitos, nossa ótica e entendimento, ou tememos nossos argumentos silenciados pelo receio de contrariar?

Amo indagações filosóficas, essa ideia boa de evolução, que nos transporta para fora da caixa, completamente fora da zona de conforto. Os rumores são sobre a empatia. A fundamental forma de exercer a ‘humanidade’, com respeito, amor; sorrindo com o sorriso do outro, chorando com a dor do outro. Deve ser assim, é essencial que seja! Também amo a riqueza de palavras e intenções que nos transbordam. Essa permissão de podermos ir além da nossa própria ótica, mantendo aprendizados e alimentando a evolução. Falo do idioma de um povo, a mãe de todas as artes; em nosso caso, a belíssima língua portuguesa. Fico estarrecida diante de tamanha possibilidade, diante da permissão de ir além. Estes sons que transluzem nossos ecos não nos definem. São fragmentos lapidados, que compreenderam, distintos de nós, que a fusão de conceitos são nossos paradoxos. Estamos alheios, embora em fusão, por tratar-se de uma sociedade. Meus medos não precisam ser os seus, seus receios não precisam ser os meus. Para que haja equilíbrio, deve-se compreender que a sociedade que exerce empatia, é uma sociedade mais forte. Solidarizar é nobre!

Vale lembrar que a sociedade é nossa casa extra. É essencial estar em ordem. Não habitamos sozinhos, fato! Mas há um espaço que precisa estar com cada coisa em seu devido lugar. Aquele ambiente que observamos, não por visitação, mas por prática de olhar para determinado lugar e poder afirmar ser porto seguro. Não falo de uma casa, não falo de um abraço. Refiro-me ao interior da humanidade. Sugiro... Apenas paradoxo. De que adianta casa limpa, comida na mesa, cama quentinha, roupas lavadas, esbarrões confundidos com abraços. De que adianta, quando distantes da gratidão, sugerem vida. Segue-se um roteiro prédefinido. Uma afirmativa com vestes de crise. Como exercer empatia, contrariando a regra básica do segundo mandamento? Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Simples assim. Somos casa. Somos lar. Somos porto seguro. Antes da empatia é essencial exercer resiliência. De que adianta alimentar o próximo com um amor que se acredita, uma importância que se doa em atenção, quando abortamos sonhos pela ausente perspectiva; Pelo presente instante rotulado por crise. Não. Eu não tenho a mínima pretensão do saber automatizado, irreflexivo. Mas é justo o partilhar, pertinente. Momentos adversos são transformadores. Uma bela oportunidade de reiniciar, recriar, redescobrir, recomeçar. Onde está o seu foco? Na dimensão da ordenança registrada, ou no holofote da letra ‘S’? Sugiro que escreva a palavra crise, e que faça um X sobre a letra que evidenciei. Há beleza no que restou! É tão simples! Momentos adversos são para a evolução humana. O que estagna o ser humano, é a reação que tem diante de um instante adverso, e não a adversidade. Sejamos resilientes, cuidemos da terra. A empatia é um fruto. Boa colheita.