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Coluna

Mensageiros das palavras

15 setembro 2020 - 11h17

Desses passos que avançam o solo das recordações, galgamos o terreno das incertezas. Compreendemos sussurros por ecos da alma, e até mesmo na saudade contemplamos beleza. São memórias do amanhã; Controvérsias do tempo incalculado, pressuposto. Vestes de coragem e ousadia, que lincam espaços acolhendo ideais, deixando o sentimento nas entrelinhas, exposto.

Desses pensamentos em clausura, o intento é a liberdade. O disseminar do anseio, dos reversos e dubitáveis pontos de vista. Sussurros em clamor, eloquência ecoada na percepção do simples, do que é provável; Essa afabilidade que provoca dor.

Nesse perpetuar de intentos tocamos o depois, o indescritível anelo do porvir. Somatizamos o anseio de unificar a mente, o coração, a própria alma. Torna o insano a desprender os equívocos do que lhe é próprio, peculiar. Flutuam sentimentos, e o rever da ausente presença o condiciona a abdicar.

Deste solo somos rupturas de concretos e ideais. Somos o expor da própria mente, construção laboriosa de essência imortal.

Somos a paz em meio à guerra, o porvir de tal esfera, que nos conduz em recuo. Temos palavras por munição. Abrandamos sendo extensão dessas vozes que clamam, pulsam, avassaladoras, sorrateiras. Temos o silêncio por cúmplice, o tempo por ouvinte, a solidão por companheira.