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Coluna

Ciclo do Porvir

11 janeiro 2021 - 10h41

2021. A face do futuro sorri por trás das máscaras. O foco se volta para o olhar, para a sinceridade da alma. Para uns, incertezas; para outros, imersão diante do novo e desconhecido tempo. É lindo observar a humanidade em movimento; não apenas em despertar matutino, mas no despertar para a outra face do caos. Há uma naturalidade em compreender o caos pela ótica negativa, mas a extensão do horizonte nos aponta o porvir. Poeticamente falando, para ficar leve, qual foi a última vez que seu olhar contemplou o mar? Falo de intencional imersão nas indagações que surgem diante do novo. Algumas vezes o fiz, sentada a olhar para tal distância, que supõe findar o oceano. 

Percebi o quanto limitamos tamanha grandeza. Há uma extensão, há muito além das águas. Olhar, quando estamos fora do oceano, nos faz sentir seguros, no controle. Diferente de estarmos lá, acima das águas em movimento, temendo a virada repentina do tempo, o ninar dos ventos a embalar nossos ais. As portas do novo ano se abriram. Adentramos com o anseio de controlar as expectativas, e projeções lançadas. Tocamos o grandioso oceano do futuro. Sabemos onde queremos chegar, mas já não temos o controle da caminhada. Querido (a) leitor (a), um mar de possibilidades se encontra diante do seu olhar. Há muito a ser conquistado, isso é fato, mas o mais precioso é o desbravar das brisas que estão por vir. Sem medo, sem excessivas indagações, com a gratidão de simplesmente ter recebido autorização para chegar exatamente onde você está. Saber que existe a possibilidade do mar ficar agitado é humano, mas entender que há alguém no controle de cada gota deste grandioso oceano, alguém que domina o número de grãos da areia, é incrível. Há beleza em viver um dia de cada vez. O caos se torna efêmero quando seguramos as rédeas das indagações. É sábio cuidar daquilo que está a seu alcance. Sorrir para quem está ao lado, ainda que por trás das máscaras; escutar sobre a dor do próximo; ter sábios conselhos para ofertar e palavras brandas nos lábios. Não é ideia de perfeição, mas intuito de contemplar dias amenos, entendendo que ajuda a manter o coração tranquilo diante das adversidades. Exercício de seguir um dia de cada vez, com repetidas ações que conotam em verdadeira semeadura. Este é o ciclo do porvir. Seus bons pensamentos voltarão em algum instante para você. Suas boas ações um dia lhe servirão. 

Seu plantio, ainda que árduo, dará bons frutos, e haverá colheita. Esta, certamente, é a outra face do caos. O seu olhar de boas projeções. Seus pensamentos controlados, moldados à dimensão dos seus dias. 365 dias reiniciados  a cada novo amanhecer. 365 chances de se proclamar paz, cura, gratidão, resiliência, empatia. 365 dias para sairmos da zona de conforto e permitirmos o confronto da atuação, sem medo, sem reservas, sem questionamentos. Sejamos gratos. Afetuoso abraço!