Atraso salarial faz servidores pressionarem governo

Educação decide por greve, enquanto prefeitura promete pagamento em dia a partir de fevereiro

Publicado em 11/01/2019 às 09:51

O anúncio de que o salário de dezembro do funcionalismo seria pago até o dia 23 criou uma tensão entre o governo de Cabo Frio e os sindicatos que representam os servidores municipais. Ontem, horas depois de uma assembleia do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) declarar greve a partir da próxima terça-feira, dirigentes e professores tiveram uma reunião de última hora com o secretário de Fazenda, Antônio Carlos Nascimento Vieira, o Cati, para cobrar uma posição do governo quanto ao atraso.

Um dos principais motivos de irritação dos servidores foi o fato de que o atraso dos salários só foi comunicado ao funcionalismo no quinto dia útil do mês, na última terça-feira, data-limite legal para o pagamento. Apesar da pressão, no encontro, os professores só tiveram a confirmação do calendário de pagamento que já foi divulgado, ou seja, no próximo dia 16 (quarta-feira), para funcionários efetivos e até o dia 23 (quarta-feira), para contratados e comissionados.

De outro lado, o governo reiterou que o pagamento de janeiro será feito no dia 31 e que, a partir de fevereiro, atrasos não voltarão a ocorrer. Uma possível antecipação de datas só acontecerá se houver uma entrada inesperada de recursos nos cofres da prefeitura. A diretora-financeira do Sepe Lagos, Nanci Rocha, disse que a categoria também exigiu isonomia no pagamento, isto é, que todos recebam no mesmo dia.

– A gente já recebeu várias promessas e o nosso questionamento é que faltou comunicação do prefeito. Ele deveria ter nos chamando para conversar. Não esperar o dia do pagamento e dizer que não ia pagar. O que a gente questionou foi isso – disse Nanci.

A reclamação na Educação encontra eco em outras categorias, que também tiveram uma reunião com Cati e também com o secretário de Governo, Duca Monteiro. No entanto, entre os servidores da Saúde e de outros setores, vigora a cautela. De acordo com o presidente de Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Gelcimar Almeida, medidas drásticas serão estudadas apenas se o governo não cumprir a promessa de começar a pagar no dia 16.

Segundo o sindicalista, também há o compromisso da prefeitura de pagar atrasados a partir do fim do mês, como resíduos de salários de 2015 e 1016 e do 13º salário de 2016. O triênio também seria descongelado já a partir de fevereiro.

– Vamos colocar o informe no grupo e no Facebook e, provavelmente, no dia 16, se não for cumprido o que está sendo determinado, vamos chamar uma assembleia imediatamente – adiantou Almeida.

Pelo governo, o discurso é que faltam recursos no começo de ano. Em nota, a prefeitura informou que “o cronograma de pagamento divulgado nesta semana será cumprido, inclusive com a folha de janeiro sendo paga até o dia 31 do mês corrente”. 

Ainda de acordo com o governo municipal, o secretário de Fazenda reassalta que “o início de 2019 está sendo complicado financeiramente para o governo municipal pois os recursos estão começando a entrar a partir de agora”, mas que “há um compromisso firmado de efetuar o pagamento de todo o funcionalismo público até o quinto dia útil de cada mês”.

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