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Taxa de Lixo

Empresariado critica criação de Taxa de Lixo em Cabo Frio

Representantes do trade turístico e do comércio consideram momento impróprio para novo imposto

20 janeiro 2017 - 11h00Por Rodrigo Branco | Arquivo Folha
Empresariado critica criação de Taxa de Lixo em Cabo Frio

A intenção da Prefeitura de cobrar uma taxa para recolhimento do lixo orgânico dos grandes estabelecimentos comerciais da cidade, noticiada com exclusividade na edição de ontem da Folha, não foi bem recebida pelo empresariado cabofriense. As lideranças de entidades ouvidas alegam que o atual momento de crise financeira e administrativa da cidade não é o ideal para a criação de um imposto.

O presidente do Sindicato dos Empresários de Hotéis e Restaurantes, Carlos Cunha, afirmou que já pediu a intermediação da secretária de Turismo, Fabíola Bleicker, junto ao prefeito Marquinho Mendes para que ele reconsidere a iniciativa. De acordo com Cunha, a medida estimularia a hospedagem informal das Lixo de aluguel. Por outro lado, ele se disse aberto ao diálogo, mas cobrou melhoria da estrutura urbana e turística, caso a taxa venha a ser cobrada.

– Já comuniquei que o trade turístico é totalmente contrário a essa imposição absurda. A gente colabora, paga impostos, e as casas de aluguel, que recebem muito mais gente, não são fiscalizadas e tarifadas em nada.

A presidente do Convention Bureau, Maria Inés Oliveros, também admite conversar sobre um novo tributo, mas diz que a discussão deve ser feita posteriormente. Ela afirma que a prioridade inicial é organizar itens como as casas de aluguel e os ônibus de excursão.

– Penso que têm muitas coisas a serem regularizadas antes.

Quando a cidade estiver organizada corretamente, em todas as áreas, podemos conversar para ver a melhor maneira – pondera.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial, Eduardo Rosa, a Prefeitura tem que buscar outros caminhos como a diminuição da máquina pública e o combate à sonegação de impostos.

– Somos totalmente contra (à taxa). O empresariado está no pior momento dos últimos anos pela crise econômica que o país e a cidade estão passando. Não tenho dúvida que é uma taxa anticonstitucional, num momento que estamos tendo muita dificuldade para manter as portas abertas – critica.

Entenda o caso – Em entrevista ao jornalista Moacir Cabral, no Programa Cidade Viva TV, o presidente da Comsercaf, Cláudio Moreira, disse que a Prefeitura pretende cobrar a taxa de lixo dos chamados ‘grandes geradores de resíduos’ por conta do alto custo operacional para o descarte do material no aterro sanitário. Segundo Moreira, os estabelecimentos comerciais têm lucros com os alimentos comercializados e por isso teriam que arcar com o ônus, mas ele negou que o objetivo seja o lucro. A taxa também não incidiria sobre os consumidores residenciais.

– Queremos é criar um valor justo para que esse lixo seja descartado. Se nós temos custo operacional, sem lucro nenhum, vamos repassar esse custo para o grande gerador, afinal ele ganha dinheiro com esse lixo que produziu – disse.