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Treinador da Cabofriense não se mostra otimista com relação à conquista do Hexa

A dependência de Neymar é um dos motivos apontados pelo técnico que justificam o péssimo desempenho 

08 julho 2014 - 13h31Por Gabriel Tinoco
Treinador da Cabofriense não se mostra otimista com relação à conquista do Hexa

Enquanto os brasileiros mantêm a esperança na conquista do hexacampeonato, Alexandre Barroso não está otimista na vitória diante da Alemanha. O treinador da Cabofriense endurece as críticas à seleção e não se mostra surpreso com uma despedida dos donos da casa na semifinal da Copa do Mundo. A dependência do camisa 10 Neymar – que não atua mais na competição – é um dos motivos apontados pelo técnico que justificam o péssimo desempenho.

 – Estamos pela primeira vez diante de um adversário que, no momento, é superior. A Alemanha tem muito mais chances de classificação do que o Brasil. A partida exibe um nível grande e não podemos nos impressionar com um resultado não esperado. É um jogo com muitas variáveis Mas, comparando as duas seleções, o adversário é muito melhor. A única vantagem da Seleção Brasileira é estar jogando com a ajuda de seus torcedores. Entretanto, o Brasil joga sem duas peças fundamentais no esquema do Felipão: Thiago Silva e Neymar. Esses desfalques atrapalham o sistema de jogo dos brasileiros e podem ser decisivos negativamente – prevê Barroso

Alexandre não tem mais nenhuma dúvida: a Alemanha é superior tecnicamente. Segundo ele, a vontade é a melhor ‘carta na manga` apresentada pelos brasileiros.

 – Tenho ciência que o futebol proporciona surpresas a todos aqueles que o vivem. Não descarto de maneira nenhuma qualquer resultado, mas a Alemanha tem um elenco muito forte e consegue substituir os jogadores sem perder a qualidade. A melhor opção para o Brasil é tentar ganhar esse jogo na base da força de vontade. Um lance decide uma partida e a dedicação dos atletas pode trazer uma vitória sobre uma equipe mais forte. Não tem nada definido. A tradição da Seleção Brasileira não nos deixa desistir antes do apito final. O Brasil tem qualidade de sobra para bater de frente. É só saber como se comportar dentro dos gramados – opina Barroso.

 No vasto repertório de craques do adversário, há, segundo Barroso, três jogadores para mudar o destino de uma partida. O meia Ozil e os atacantes Thomas Muller e Klose são os atletas mais perigosos e que devem chamar a atenção de Felipão.

 – Ozil, Muller e Klose são importantes para o jogo. São atletas que mudam o ritmo de uma partida. Eles articulam as principais jogadas ofensivas da Alemanha e sempre com muita dinâmica. Eles ainda têm muita experiência para encarar uma decisão. São perigosos demais – observa.

A campanha do Brasil na competição deixa o treinador insatisfeito. Segundo ele, todos os lances do setor ofensivo estavam na responsabilidade de Neymar.

– O Brasil esteve muito mal durante toda a Copa. É um time limitado e os atletas convocados não se encaixaram bem. Vivemos uma dependência do Neymar e pagamos agora por causa do desfalque dele. A safra não é ruim, mas o time não esteve bem. A equipe pode até vencer a Copa, mas continuará sendo muito limitada – finaliza o treinador.