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Coluna

Lockdown, restrições, proibições no verão?

05 dezembro 2020 - 14h52

Após 10 meses de decretos municipais e até estaduais, nada mais é novidade, onde todos sabemos das nossas obrigações no cumprimento de medidas sanitárias para o enfrentamento do vírus que tem se mostrado altamente letal. Com o melhor período do ano para a economia regional se aproximando, uma dupla insegurança toma conta da classe empresarial, primeiro logicamente com a saúde de colaboradores, amigos e familiares e de toda sociedade e segundo a economia. 

Volto a lembrar aqui nesta coluna que parte do rigor dos Decretos foi um artifício para possibilitar tempo para os órgãos de saúde conseguirem organizar a mínima estrutura necessária para a alta demanda que estaria por vir, e o que estamos vendo 10 meses depois?

Uma ameaça Brasil a fora, possíveis novos Decretos (algumas cidades já adotando novas regras de isolamento social). Faço aqui uma outra pergunta. E o que foi feito nesses 10 meses? Sem entrar no mérito, vamos relembrar aqui que o comércio ou a flexibilização das atividades comerciais iniciaram em nossa região a partir do mês de maio, não sendo esse um motivo justificável para o aumento de casos de covid em nossa região.

Na visão empresarial, é impensável para classe qualquer restrição das atividades comerciais em nossa região, seja ela total ou parcial, no início da alta temporada. Na publicação do primeiro decreto em Março de 2020, houve sim um temor de que os negócios não sobreviveriam por muito tempo se fossem proibidos de funcionar por mais tempo. Naquele momento estávamos quase no início da baixa temporada, o que minimizou bastante os efeitos da paralisação, destaco aqui o esforço e a ajuda do Governo Federal , a criatividade do empresário em se reinventar e criar novos meios de negócios , todos envolvidos na minimização dos efeitos do fechamento do comércio.

O momento é outro, as experiências acumuladas nos capacitam para um enfrentamento mais efetivo, mas falar em lockdown é gerar insegurança, é trazer incerteza para uma região que tem neste período do ano o seu pico de faturamento. E antes de falar em restrições, proibições ou medidas duras, vamos pensar em campanhas educativas, que aliás, já deveriam estar em andamento.

Os Órgãos Municipais de Saúde devem seguir as recomendações cientificas, e neste ponto sou totalmente favorável, mas em contraponto devem ouvir as entidades da classe empresarial, para juntos definirem as estratégias a serem adotadas, principalmente para o Verão que se aproxima.

Podemos afirmar que qualquer radicalidade nestas ações a serem adotadas poderão trazer graves consequências para o mercado regional. O que a classe empresarial pensa e espera dos poderes nas três esferas de nossa estrutura federativa, principalmente no âmbito municipal que passa por transição, e muita cautela, e decisões que equilibrem saúde e economia. 
Lembrando que durante as eleições municipais parecia que o vírus estava de férias.