Volta do Jornal do Brasil traz novo fôlego para o jornalismo

Retorno da versão impressa é festejado por leitores e antigos colaboradores

Fernanda Carriço | Foto: Reprodução JB
Publicado em 10/03/2018 às 11:05

O diretor administrativo Antonio Carlos Mello Affonso e o presidente do novo JB, Omar Catito Peres

O dia 25 de fevereiro de 2018 ficará marcado para sempre na história. Foi a volta às bancas do Jornal do Brasil – referência maior no jornalismo brasileiro. Alegria para leitores, jornalistas e jornaleiros. Em pouco tempo, os 40 mil exemplares distribuídos na capital do estado se esgotaram. Nas redes sociais, o empresário Omar Catito Peres, responsável pelo resgate do JB, festejava: “Jornal do Brasil: Tiragem esgotada! 40 mil exemplares vendidos! Sucesso com emoção”.

O Jornal do Brasil ainda não está circulando na Região dos Lagos. No entanto, seu retorno é motivo de entusiasmo entre antigos colaboradores e admiradores. Para o fundador da Folha dos Lagos, o jornalista Moacir Cabral, o JB foi uma escola de fundamental importância para o jornalismo brasileiro.

– A volta do JB tem a força da reabertura de uma escola. E que o velho ensino seja retomado com o mesmo vigor. Diante das transformações tecnológicas que estamos absorvendo, certamente, o velho JB volta com a jovialidade de quem quer descortinar todos os mistérios possíveis de uma tecnologia cada vez mais avançada – avalia ele.

Correspondente do Jornal do Brasil na Região dos Lagos nos anos 1990 e 2000, Ralph Bravo relembra as histórias que viveu no livro ‘Memórias de um Correspondente’, lançado em 2017. Na época, de um escritório do Centro de Cabo Frio, o jornalista mandava as matérias por telefone, para os repórteres da escuta da redação no Rio. Tempos depois passou a mandar a produção jornalística por telégrafo. Já os rolos de foto (antigamente as máquinas tinham rolos de filme) eram enviados por ônibus – um motoboy pegava o material na rodoviária.

– Cheguei a bolar uma exposição ‘Adeus, JB’, pois emoldurei as maté- rias assinadas, mas demorei tanto que o JB voltou (risos). Era legal. Tudo tem seu momento na vida. Tenho orgulho e saudade. Desejo sorte – diz Ralph, que durante 36 anos se dedicou ao jornalismo. Isso, para Ricardo Rodrigues, que durante 30 anos se dedicou ao jornalismo representa o fim de um ‘vácuo’ deixado desde 2010.

– Acho que é um grande desafio retornar com um jornal impresso, em meio à era digital. Poucos são os jornais que estão conseguindo manter suas edições, suas equipes. No caso do JB, desde o seu fechamento, ficou um vácuo, milhares de leitores sem chão. Os demais jornais não conseguiam e não conseguiram suprir o espaço.

Um dos mais experientes jornalistas da região, Levi de Moura, também acompanha o retorno com expectativa e uma certa esperança de que o feito aqueça o mercado de trabalho.

– O retorno é um alento e razão de festa para a imprensa, apesar da internet. Pra mim, foi uma das principais escolas de jornalismo. Eu não apenas lia, mas estudava o JB no início da carreira. Declinei de um convite para trocar Cabo Frio por uma vaga de repórter no JB nos anos 80 e até hoje me arrependo disso. Que o JB venha para ficar e, principalmente, reabrir o mercado de trabalho – diz Levi.

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