Sem merenda, escolas de Arraial do Cabo dispensam alunos

Prefeitura diz que empresa não apresentou documentação para pagamento do serviço

Publicado em 21/08/2018 às 09:42

RODRIGO BRANCO

As crianças da rede municipal de ensino de Arraial do Cabo tiveram a rotina alterada, ontem, por causa da falta de merenda nas unidades escolares. Em alguns colégios, a comida não foi servida porque as merendeiras resolveram cruzar os braços por falta de pagamento. Em outras, não havia alimentos nem quem os preparasse. Ao todo, são cerca de 5 mil estudantes em toda a rede municipal cabista.

Por causa disso, a direção de algumas unidades liberou os estudantes antes do receio. No caso da Creche Emília Corrêa de Macedo, não houve aulas por causa do problema. Nas redes sociais, em grupos de discussão, houve muitas reclamações a respeito da falta de merenda.

Em nota, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia informou que “já notificou a empresa responsável pela merenda nas escolas da rede municipal e, consequentemente, pelo pagamento das merendeiras”. Segundo a Secretaria, “a empresa não apresentou a documentação referente aos meses de junho e julho e, por isso, a Prefeitura não efetuou o pagamento das notas de serviço”.

No mesmo texto, a secretária de Educação, Monica Nilze, afirmou que “caso a situação não se resolva no decorrer da semana, a Educação irá oferecer lanches para os alunos para que não haja suspensão das aulas”.

Por fim, a Prefeitura informa ainda que “todos os pagamentos das empresas contratadas são feitos seguindo todos os trâmites exigidos pelo Tribunal de Contas, sob pena de improbidade administrativa”.

São Pedro tem greve e protesto

Em São Pedro da Aldeia, ontem foi o primeiro dia de greve dos professores da rede municipal. A categoria exige uma série de reivindicações, a começar pela revisão e implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR). Os professores e funcionários também reclamam da carga horária e das condições de estrutura nas 41 unidades de ensino municipal aldeense.

A adesão e o impacto da paralisação variaram de acordo com a unidade. A Prefeitura não informou a adesão à paralisação, mas o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Costa do Sol) acredita que ela tenha sido em torno de 40%. Além da greve, os servidores fizeram uma passeata em protesto pela situação, da Praça do Canhão até a prefeitura.

Em nota, a Prefeitura afirma que vem mantendo negociações com o Sepe Costa do Sol, mas alega que há reivindicações que são “inviáveis, por serem ilegais”, como a redução da carga horária de 40 horas para 30 horas e a extensão de plano de carreira exclusivo para os servidores da Educação para todos os funcionários da prefeitura.

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