Assaltos na Rua 13 de Novembro assustam moradores e comerciantes

Segundo relatos, situação é pior no trecho próximo à Praia do Forte

Publicado em 14/09/2018 às 09:52

RODRIGO BRANCO

Quando a noite cai, o andar até fica mais apressado, mas os depoimentos de moradores e comerciantes da Rua 13 de Novembro, no coração do Centro de Cabo Frio, levam à conclusão que o crime não tem mais hora marcada no local. Mesmo à luz do dia, quem passa por um dos endereços mais conhecidos da cidade tem corrido o risco de ficar sem o celular e os demais pertences.

De acordo com pessoas ouvidas na rua sob condição de anonimato, a travessia é mais perigosa no trecho entre a Rua Meira Júnior e a Praia do Forte, nas proximidades do Colégio Estadual Miguel Couto. Ontem à tarde, a reportagem constatou que especificamente nesta parte havia pouco movimento de pedestres. Durante pouco mais de meia hora, também não foi vista qualquer patrulha da Polícia Militar nos arredores. A situação tem encorajado os criminosos e os relatos se multiplicam.

– A gente tem visto assaltos direto. Há umas duas semanas, uma vizinha foi assaltada. Depois, num mesmo dia, seis alunos do Miguel Couto tiveram o celular roubado. E ontem (anteontem), por volta das três da tarde, um menino de uns 18 anos foi assaltado por outros cinco garotos. Eles bateram no menino, que ficou todo machucado e levaram o tênis e o celular dele – afirma uma moradora, que colocou alarme e circuito interno de TV em casa como precaução.

 Um comerciante diz que nunca testemunhou um roubo, mas diz que já viu várias vítimas correndo. Ele não fala em queda do movimento, mas admite que o público tem evitado circular no período noturno.

– O perfil da galera que transita à noite é de um pessoal ‘mais estranho’. Depois que acaba o horário da escola, o trecho perto da praia fica deserto – atesta.

A atendente de um estabelecimento disse que nos últimos quatro meses, desde que começou a trabalhar no local, diversos clientes já entraram na loja apenas para fugir de possíveis abordagens de bandidos. Ela reclamou da iluminação pública nos arredores.

– A iluminação por aqui é péssima. Outro dia, teve um evento político ali no Santa Helena e trouxeram a luz de fora. Nunca fomos assaltados, mas a sensação é de medo – comentou a funcionária.

Segundo os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de roubos a pedestres em Cabo Frio tem aumentado, ainda que discretamente. Entre janeiro e julho do ano passado, foram registrados 255 assaltos. No mesmo período deste ano, foram 264, o que significa um aumento de 3,5%. Sobre o Centro, em especial, a reportagem não teve acesso a dados específicos, mas o comandante do 25º Batalhão, tenente-coronel Roberto Dantas, garantiu que o patrulhamento está sendo feito.

– Trabalhamos com mancha criminal, então as pessoas têm que registrar os crimes para que possamos fazer o planejamento mais adequado – explicou o comandante.

Em nota, a Comsercaf, responsável pela iluminação pública em Cabo Frio, disse que irá mandar uma equipe até a Rua 13 de Novembro para uma vistoria. No entanto, a autarquia informou que reparos na iluminação podem ser pedidos, no horário comercial, pelo serviço Disk Iluminação, pelo (22) 2647-7891 ou pelo WhatsApp (22) 99746-3332.

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