O futebol argentino encontrou uma solução para auxiliar a já tão precária arbitragem sul-americana. Em jogo da 2ª divisão entre Old Boys e Godoy Cruz, após marcação equivocada de pênalti para os visitantes, jogadores do time anfitrião mostraram o erro ao juiz usando um celular.
Sem dúvida, para que houvesse tempo hábil do lance aparecer em um canal no YouTube, os anfitriões tiveram que produzir toda sorte de circunstâncias a ponto de o jogo ser paralisado por 10 minutos. Tempo, aliás, bem-vindo a quem estava apertado ou com fome nas arquibancadas do estádio.
O celuVAR, como ficou conhecida a nova tecnologia, dissuadiu o árbitro Nicolás Lamolina da marcação do pênalti. A AFA (Federação Argentina de Futebol) não interferiu na decisão de campo, então apoiada pela tão contemporânea ferramenta. Há quem diga que a instituição esteja estudando a sua ampla utilização, já que é baratíssima. Os críticos balbuciaram sobre a demora para a revisão de cada lance, porém foram calados pelo tempo que o VAR já demanda, com ou sem celular.
O maior problema do celuVAR ficará por conta das bolhas da internet. Cada canal produzindo cortes do mesmo lance para um clube diferente. A verdade de quem será a mais verdadeira? Lembrem-se, pela internet, só recebemos o que já confirma nossa própria opinião. Não há convite ao raciocínio através do confronto de argumentos.
O Godoy Cruz foi pego de surpresa. Mas, se a AFA oficializar o uso do celuVAR, muitos editores de vídeo serão contratados e – garanto – todos usarão a camisa 10.
