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Coluna

Panorama

11 abril 2021 - 12h13

MÃO-AMIGA

Depois de afirmar recentemente que o “seu” exército não participaria em operações de apoio às medidas restritivas de circulação, Bolsonaro e o novo Ministro da Defesa anunciaram que os quartéis e os militares estão preparados para estar a serviço do PNI. Obviamente uma ajuda estratégica muito bem-vinda. Só continua faltando o principal, as vacinas... Em tempo, com 85% dos leitos de UTI vazios em seus hospitais, as Forças poderiam estender também essa mão amiga do seu braço forte.

LIBERADO

O setor privado está liberado para comprar vacinas. A decisão tem seus lados. No cerne está um PNI cambaleante e nesse cenário tão precário qualquer desafogo é bem-visto. Porém, é o cruel retrato da sua própria falência: quem puder pagar, passa na frente. E isso em plena descoberta de uma possível nova variante com 18 mutações pela UFMG.

SURREALISMO

No seu recente pronunciamento Bolsonaro insistiu em colocar o drama da pandemia sob o ponto de vista do seu próprio umbigo: o que está sendo combatido é o presidente e não o vírus, tentando apequenar o cenário para que caiba onde se sente confortável para manobrar. Para ele os problemas são apenas dois: retaliação por não “pagar” o que ele denomina como “mídia hostil” e os lockdowns adotados pelos seus adversários que crê ser mera pirraça eleitoral. De resto, mais do mesmo... tratamento precoce e surfar na tragédia dos que hoje se encontram encarando face a face a miséria, como se garantir o trabalho seguro não tivesse nada a ver com o seu mandato.

CRUZADA

Transformar a necessidade de restringir temporariamente as atividades presenciais em templos em perseguição religiosa ou cerceamento da liberdade de culto é uma falsa noção das coisas. Qualquer criança compreende que essa cruzada é patrocinada pelas grandes holdings da fé de olho nos respectivos balancetes. E os políticos, obviamente, de olho nos púlpitos para 2022. Só não se pode esquecer que proibir os templos sem resolver a aglomeração nos transportes e liberar, mesmo com restrições, cinemas, shoppings, academias e escolas, dentre outros estabelecimentos, não é nada coerente.

GORJETA

Sabe aqueles 10% que costumamos deixar nos estabelecimentos na intenção de reconhecer e recompensar o bom atendimento de um funcionário ou funcionária? Pois é... nem sempre a “gorjeta” vai para os bolsos dos trabalhadores. Na Alerj o deputado Rosenverg Reis (MDB) tenta emplacar um projeto de lei para obrigar os estabelecimentos a repassarem integralmente aos funcionários esses valores. Para quem não sabe muitos músicos também tem o mesmo probleminha com o tal “couvert artístico”.

NÃO LEIA

O que rola nas conversas sobre a unificação do PIS/Cofins em um tributo único é o entendimento dos leões da Receita Federal de que os livros podem perfeitamente perder a sua atual isenção tributária por serem consumidos por uma elite que ganha 10 salários-mínimos ou mais. Ou seja, para que livros se os grupos e correntes de whatsapp e lives podem cuidar da promoção intelectual dessa nação?