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Coluna

Panorama

11 janeiro 2021 - 10h40

COMPORTAMENTO
A vacina contra a Covid-19 ainda não é uma realidade concreta no nosso país. Entretanto, um dos seus maiores inimigos, quando for fornecida, será o comportamento das pessoas. A quase totalidade das vacinas serão administradas em duas doses. Após a primeira e cumprido um prazo variável do início do efeito no organismo, estima-se um percentual parcial de segurança. A proteção total pretendida, só após o efeito da segunda dose, o que leva ainda mais alguns dias. O que isso significa? Que as campanhas educacionais e a fiscalização terão que ser eficientes, pois se sem vacina o quadro é absurdo, imagina após a primeira dose. Isso sem contar a desinteligência que desestimula sua aplicação...

VOTO EDUCADO
Aos poucos os indicadores relacionados às eleições nos Estados Unidos vêm sendo divulgados. Um deles diz muita coisa sobre a contemporaneidade, o perfil médio de baixa escolaridade dos eleitores de Trump. E o que isso significa? Acabam se tornando um bolsão de eleitores que tem maior permeabilidade a Fake News, teorias da conspiração e a retórica pragmatista (onde a busca da verdade é substituída pelo império do verossímil). No Brasil não é muito diferente. A educação com a qualidade necessária produz uma sociedade mais engajada e independente. Talvez por isso ela seja considerada um serviço a ser prestado e não a gênese de qualquer possibilidade de emancipação e desenvolvimento. O resultado não é só produzir e eleger políticos ruins... O negacionismo científico e a adesão coletiva às mais esdruxulas especulações são também tristes exemplos.

CONTRASTES
Inglaterra e Escócia endureceram as medidas de isolamento social devido a nova onda alarmante do novo coronavírus. Aliás, a Escócia está com um olho na melhora na situação e outro na União Europeia por conta do Brexit. Para a Escócia, pertencer a UE trouxe muitos benefícios e o sentimento de autonomia com relação a Grã-Bretanha já ganha contornos de sobrevivência. Por falar em sobrevivência, os países do continente africano estão seriamente preocupados com a escassez de vacinas para o continente, que se desenha no horizonte. Décadas de recuperação econômica e social podem ser perdidas e milhões de pessoas atiradas à miséria rapidamente. O que é mais chocante é a discrepância da recém divulgada lista de bilionários (que se tornaram ainda mais bilionários na pandemia) e a cifra necessária para vacinar um continente inteiro. O mundo terá que ser repensado, por bem ou não...