Turismo muito além de curtir as praias

Empresários falam dos desafios para o Turismo de Cabo Frio para o próximo prefeito

Publicado em 14/06/2018 às 09:14

RODRIGO BRANCO

Setor que é considerado uma das molas-mestras da economia de Cabo Frio, o Turismo é um dos pontos que tem recebido a atenção dos candidatos da eleição suplementar de 24 de junho. Em pleno Dia do Turista, comemorado ontem, a reportagem entrou em contato com empresários e lideranças do segmento para falar dos desafios que esperam o próximo prefeito da cidade.

Eles destacam que há bastante trabalho para os cerca de dois anos e meio de mandato que restam até as eleições de 2020. Se a alta temporada ainda é considerada o carro-chefe, o desenvolvimento do ‘Turismo além-praia’ Também é visto com bons olhos.

Para a presidente do Convention Visitors Bureau, Maria Ines Oliveros, o novo prefeito deverá cuidar do ordenamento da cidade tanto quanto elaborar políticas públicas específicas para o setor turístico.

– Ele terá que cuidar da organização das praias, que são os maiores cartões-postais da cidade: a colocação de lixeiras, o licenciamento dos ambulantes e a precariedade da estrutura. O Convention tem feito um trabalho forte de captação de estrangeiros. O câmbio favorece e eles devem vir em grande quantidade – vislumbra Maria Ines, que também defendeu o diálogo do governo com entidades como a Associação Comercial (Acia) e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos (Asaerla).

– Tem que ouvir o empresariado sobre as carências e deficiências. Ninguém melhor que o empresário para dizer o plano de Turismo adequado – complementa.

A comerciante Ielra Viter, que preside interinamente o Conselho Municipal de Turismo, concorda com as ponderações de Maria Ines sobre o ordenamento das praias e o diálogo com as entidades, e acrescenta que o futuro gestor deve cobrar de forma enérgica do Governo do Estado mais segurança nas vias de acesso à cidade. Para completar, ela pede maior dinamização na atividade turística.

– Não é só praia, o turista quer além: cultura, bons restaurantes e opções de lazer. Estamos fazendo reuniões estratégicas para divulgar de forma mais agressiva a cidade no comércio. Aumentando a permanência do turista, as riquezas ficam mais para a gente – pondera.

A ocupação média do setor hoteleiro em Cabo Frio no ano passado foi de 55%, de acordo com o empresário Carlos Cunha. Para ele, o maior desafio para a próxima gestão é manter parcerias público-privadas que estão em curso. Cunha acredita em projeto de muitos anos para elevar o nível da atividade turística na cidade, mas diz que deve haver prioridades.

– Não é um trabalho de curto prazo. Primeiro é preciso arrumar a casa. Não adianta trabalhar o turista de classe mais elevada e não ter o que ele fazer – acredita ele, que atualmente também ocupa a coordenação municipal de Indústria e Comércio, lembrando de reformas recentes feitas em pontos turísticos, como Charitas, Forte São Matheus e Fonte do Itajuru.

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