Assine Já
terça, 07 de dezembro de 2021
Região dos Lagos
25ºmax
19ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 53752 Óbitos: 2196
Confirmados Óbitos
Araruama 12500 448
Armação dos Búzios 6589 73
Arraial do Cabo 1755 93
Cabo Frio 15618 902
Iguaba Grande 5581 147
São Pedro da Aldeia 7054 290
Saquarema 4655 243
Últimas notícias sobre a COVID-19
Polícia

PM desmente ‘fake news’ sobre onda de assaltos no Peró

Nas últimas semanas, informações falsas sobre o assunto viralizaram nas redes sociais e no WhatsApp

09 fevereiro 2019 - 12h02
PM desmente ‘fake news’ sobre onda de assaltos no Peró

O comandante do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), tenente-coronel Roberto Dantas, desmentiu ontem os boatos de que o bairro do Peró; em especial, a região da orla, esteja sofrendo uma recente onda de assaltos e sequestros. Nas últimas semanas, informações falsas sobre o assunto foram compartilhadas nas redes sociais e viralizaram em grupos de WhatsApp. De acordo com o comandante, as estatísticas (a chamada ‘mancha criminal’) registradas nos meses de janeiro e fevereiro não justificam o alarde.

– São três ocorrências de roubo em dois meses e em meses de alta temporada. Não tem nada realidade nessa divulgação, é tudo fake. A orientação é que a pessoas, antes de divulgar uma mensagem, procurem os órgãos competentes e se certifiquem se a postagem é verídica ou não. Essa pessoas acabam fazendo um desserviço à sociedade, colocando um medo que não existe – comentou o tenente-coronel Dantas.

Em nota veiculada pela assessoria da corporação, a PM informou que o patrulhamento é feito diariamente em toda extensão da orla do Peró, inclusive na faixa de areia da praia, com a ajuda de um quadriciclo. Recentemente, o local receber a certificação ambiental internacional Bandeira Azul. No bairro, a Polícia Militar conta ainda com uma base operacional que fica na Praça do Moinho.

Segundo a diretora social do Conselho Comunitário  de Segurança (CCS) de Cabo Frio, Patricia Cardinot, várias das informações difundidas referem-se a ocorrências antigas e que sequer são da cidade. Em uma delas, foi divulgado um suposto sequestro em uma drogaria na Avenida Teixeira que, na verdade, aconteceu em São Paulo.

– As pessoas devem ter a ciência de que são corresponsáveis por compartilhar algo que elas não sabem e não verificam se é verídico ou não. Isso não difama apenas a cidade, mas atrapalha todo o comércio. Pessoas que estão se preparando para vir, às vezes, não vêm mais porque ficam com medo. A velocidade do WhatsApp é assustadora, mas o único problema é que a velocidade para o mal é muito mais rápida – pondera Patrícia Cardinot, que se reuniu com o comandante da PM e o coordenador geral de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira, para tratar do assunto.

Para tentar combater a disseminação de notícias falsas, o CCS prepara uma campanha para veiculação na TV e nas mídias sociais para desmistificar as questões sobre a segurança pública em Cabo Frio e aprender a identificar uma notícia falsa.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica para punir quem produz e compartilha notícias falsas ou sem embasamento, mas há instrumentos legais para acionar produtores e divulgadores de ‘fake news’ na esfera criminal. É possível acionar a Justiça e solicitar que o conteúdo seja retirado do ar pelo provedor por meio de autorização judicial.