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PM desmente ‘fake news’ sobre onda de assaltos no Peró

Nas últimas semanas, informações falsas sobre o assunto viralizaram nas redes sociais e no WhatsApp

09 fevereiro 2019 - 12h02
PM desmente ‘fake news’ sobre onda de assaltos no Peró

O comandante do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), tenente-coronel Roberto Dantas, desmentiu ontem os boatos de que o bairro do Peró; em especial, a região da orla, esteja sofrendo uma recente onda de assaltos e sequestros. Nas últimas semanas, informações falsas sobre o assunto foram compartilhadas nas redes sociais e viralizaram em grupos de WhatsApp. De acordo com o comandante, as estatísticas (a chamada ‘mancha criminal’) registradas nos meses de janeiro e fevereiro não justificam o alarde.

– São três ocorrências de roubo em dois meses e em meses de alta temporada. Não tem nada realidade nessa divulgação, é tudo fake. A orientação é que a pessoas, antes de divulgar uma mensagem, procurem os órgãos competentes e se certifiquem se a postagem é verídica ou não. Essa pessoas acabam fazendo um desserviço à sociedade, colocando um medo que não existe – comentou o tenente-coronel Dantas.

Em nota veiculada pela assessoria da corporação, a PM informou que o patrulhamento é feito diariamente em toda extensão da orla do Peró, inclusive na faixa de areia da praia, com a ajuda de um quadriciclo. Recentemente, o local receber a certificação ambiental internacional Bandeira Azul. No bairro, a Polícia Militar conta ainda com uma base operacional que fica na Praça do Moinho.

Segundo a diretora social do Conselho Comunitário  de Segurança (CCS) de Cabo Frio, Patricia Cardinot, várias das informações difundidas referem-se a ocorrências antigas e que sequer são da cidade. Em uma delas, foi divulgado um suposto sequestro em uma drogaria na Avenida Teixeira que, na verdade, aconteceu em São Paulo.

– As pessoas devem ter a ciência de que são corresponsáveis por compartilhar algo que elas não sabem e não verificam se é verídico ou não. Isso não difama apenas a cidade, mas atrapalha todo o comércio. Pessoas que estão se preparando para vir, às vezes, não vêm mais porque ficam com medo. A velocidade do WhatsApp é assustadora, mas o único problema é que a velocidade para o mal é muito mais rápida – pondera Patrícia Cardinot, que se reuniu com o comandante da PM e o coordenador geral de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira, para tratar do assunto.

Para tentar combater a disseminação de notícias falsas, o CCS prepara uma campanha para veiculação na TV e nas mídias sociais para desmistificar as questões sobre a segurança pública em Cabo Frio e aprender a identificar uma notícia falsa.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica para punir quem produz e compartilha notícias falsas ou sem embasamento, mas há instrumentos legais para acionar produtores e divulgadores de ‘fake news’ na esfera criminal. É possível acionar a Justiça e solicitar que o conteúdo seja retirado do ar pelo provedor por meio de autorização judicial.