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Servidores fazem vigília contra demissões na Educação de Arraial do Cabo

Categoria denuncia troca repentina de mais de 500 auxiliares de classe por terceirizados no meio do ano letivo

18 julho 2026 - 20h20Por Redação

A substituição repentina de mais de 500 auxiliares de classe por mão de obra terceirizada está gerando uma onda de protestos em Arraial do Cabo e levando a categoria a buscar negociações de emergência com a prefeitura. Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe Lagos) diz que tenta reverter o processo de contratação privada, que nesta semana resultou na demissão em massa de centenas de servidores em pleno andamento do ano letivo.

Para pressionar a gestão municipal, dezenas de profissionais, além de mães, pais e responsáveis de alunos, participaram de uma vigília na manhã desta quarta-feira (15). A concentração foi em frente à Secretaria Municipal de Educação e aconteceu ao mesmo tempo em que representantes da categoria participavam de uma audiência com o governo municipal para discutir o caso.

Durante o encontro, a comissão tentou demonstrar os riscos pedagógicos da troca de pessoal para a rede pública. A coordenadora do Sepe, Viviane Souza, relatou a dificuldade encontrada no diálogo com a gestão pública.

— Fomos para uma mesa de negociação com o governo tentando mostrar o caos desse momento. E tivemos a surpresa de uma demissão em massa de centenas de servidores, que terão que se inscrever em um novo processo seletivo para uma nova possível contratação. Estamos tentando negociar com o governo mostrando todos os prejuízos que isso pode causar à educação — afirmou.

Renata Éboli, que também atua na coordenação do Sepe em Arraial do Cabo, disse que o sindicato já havia sido informado sobre a possibilidade de terceirização dos auxiliares de classe e que o posicionamento da entidade sempre foi contrário.

— O secretário [Bernardo Alcântara] nos disse que faria uma experiência, mas não disse quando. E agora fomos praticamente pegos de surpresa, no meio do ano letivo. Nem sabemos se os atuais contratados pela prefeitura serão realocados, porque a empresa vai promover um novo processo seletivo — contou.

A coordenadora-geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga, convocou todos os profissionais de educação, pais e responsáveis para uma nova plenária aberta na quinta-feira (16), às 9h, seguida de vigília às 10h.

O processo que resultou nas demissões atuais começou a se desenhar no ano passado, quando a prefeitura cabista anunciou oficialmente a intenção de extinguir o cargo de auxiliar de classe nos quadros permanentes da Secretaria Municipal de Educação.