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Secretaria de Turismo de Cabo Frio quer descentralização da festa de Réveillon

Decisão foi tomada para que haja maior possibilidade de controle e organização

31 julho 2020 - 15h14Por Redação

A Secretaria Municipal de Turismo da cidade de Cabo Frio apostará na descentralização da festa de Réveillon. A decisão foi tomada para que haja uma maior possibilidade de controle e organização devido à situação atual do novo coronavírus.

De acordo com Paulo Cotias, secretário da pasta, as comemorações ficarão a cargo dos hotéis, pousadas, clubes; bares, restaurantes e pólos gastronômicos, visto que todos esses segmentos empresariais já estão sujeitos às normatizações e limitações constituídas pelos decretos municipais.

– O nosso entendimento se baseia em descentralizar a festa, permitindo que a iniciativa privada, nas suas respectivas instituições e negócios, possa promover de maneira  organizada a comemoração com todos os protocolos necessários – conta o secretário, acrescentando que a ampla variedade de plataformas digitas e virtuais podem ser eventualmente incorporadas na composição das comemorações.

O município não terá a tradicional festa de Réveillon com shows e fogos de artifício.

–  Não haverá queima de fogos em lugares isolados e promoção de qualquer tipo de show em áreas públicas –  afirmou o secretário.

Rede hoteleira

Em relação à rede hoteleira de Cabo Frio, Carlos Cunha, presidente da Associação de Hotéis do município, disse que a recuperação do segmento tem sido lenta.

– Nós estamos com uma recuperação bem lenta porque a gente tem um limite de 40% da ocupação hoteleira. Por mais que a gente consiga ocupar essa porcentagem, coisa que até agora não aconteceu, as contas não serão totalmente pagas – conta o presidente.

Cunha acredita que, se a pandemia estiver mais controlada nos próximos dias, a flexibilização em relação à porcentagem de ocupação hoteleira será maior.

– Neste ano, não teremos lucro. A gente vai trabalhar o restante do ano de 2020 para tentar se manter. Em 2021 é que a gente vai começar a ter algum lucro e pagar as dívidas que ficaram pendentes ao longo desses quatro meses parados [março – julho]. Acredito que nós voltaremos à normalidade a partir do próximo verão, em 2022 – conclui o presidente.

 

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