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eleição

Desejo de cidadania que supera as dificuldades para votar

Eleitores ignoram problemas para exercer o direito ao voto

05 outubro 2014 - 14h50
Desejo de cidadania que supera as dificuldades para votar

Obrigatório para todo brasileiro entre 18 e 70 anos, o ato de votar é para muitos mais do que um simplesmente um ato de cidadania, mas um exercício de superação. Muitas vezes instaladas em locais que não são dotadas das condições ideais de acessibilidade, algumas seções eleitorais representam um desafio para muitos eleitores que estão temporária ou permanentemente com algum tipo de limitação física.

José Carlos da Silva, 61, sentado em uma cadeira de rodas motorizada tinha acabado de votar em uma seção no segundo andar na Escola Municipal Elza Santa Rosa, no Jardim Esperança. Em que pese a dificuldade de chegar ao local e os problemas provenientes de um câncer, não abriu mão de escolher seus representantes.

- Vou cumprir meu dever até não ser mais necessário. Eu gosto muito de votar, embora não entenda muito do assunto - disse o idoso, que estava acompanhada da companheira Leda Natalina Barros, 63, que elogiou a atenção dos mesários.

Na escola Municipal Zélio Jotha, que fica na Avenida Joaquim Nogueira, em São Cristóvão, Lúcia Barbosa, 44, de muletas, enfrentava dificuldades para se locomover, vencer a pequena escadaria de entrada e encontrar sua seção. Com uma lesão na batata da perna, ela contou com a compreensão e bom senso dos mesários e pôde exercer o direito ao voto sentada na cabine da 115ª seção. 

- Foi tranquilo e confortável. Saí de casa só pra isso. Continuo de repouso. Mas a gente não pode deixar de votar, né? -  disse.