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Coronavírus: restaurantes ‘se viram nos 30’ durante a crise

Enquanto alguns interrompem os serviços, outros estabelecimentos apostam no delivery

31 março 2020 - 11h44Por Julian Viana
Coronavírus: restaurantes ‘se viram nos 30’ durante a crise

De portas fechadas, restaurantes buscam alternativas para amenizar os efeitos da crise. Em Cabo Frio, enquanto alguns interrompem totalmente suas atividades, outros apostam no delivery como a única alternativa viável para o momento. O Biroska Chic, na Praia do Forte, deu férias para oito dos dez funcionários e passou a apostar no serviço de entrega, diz o gerente Edson da Conceição.

– As pessoas estão ansiosas para sair de casa. A gente acredita que, depois desse período, o movimento vai voltar – comentou Edson. 

Enquanto isso, no restaurante Sabor e Arte, no Centro da Cidade, o proprietário Paulo Otávio conta que o serviço de entregas precisou passar por alterçações. 

– O coronavírus mudou toda a nossa rotina. Em relação aos funcionários, a gente não afastou ninguém. Para trabalhar aos domingos, a gente acabou fazendo um esquema de rodízio através de escalas, já que só estamos com serviço de delivery.
Paulo também disse que chegou a implementar o drive thru, que permite ao cliente comprar o produto sem sair do carro, mas só funcionou durante o fim de semana – por conta da quantidade de carros estacionados na rua, o serviço precisou ser interrompido.

Até mesmo os fornecedores de alimentos tiveram que começar a trabalhar com delivery. 

– Não trabalhávamos com delivery, mas tem sido uma estratégia bem bacana porque muitas pessoas, principalmente os idosos, estão comprando com a gente as frutas e legumes, já que não podem ficar saindo de casa. Eles até ligam agradecendo – diz Fabiele Peres Sousa, proprietária do Império Alimentos, empresa que distribui  frutas e legumes para pousadas e restaurantes de Cabo Frio há dois anos

No Le Monde, na Passagem, o gerente Oséias Tavares relata que o restaurante tentou utilizar o serviço de delivery, mas a opção final foi mesmo por paralisar os serviços. 

– Tomei essa decisão por dois fatores: o primeiro é porque nós não temos o costume do delivery, e o segundo é porque o número de pedidos feitos é muito baixo. Não vale a pena.

Ele conta que decretou aos seus funcionários férias coletivas de 15 dias e que esse tempo pode ser prorrogado caso a situação continue:

– Agora a gente tem que ver o desenrolar dessa história e resolver o que vai fazer nos próximos dias.

A presidente da Associação Comercial Industrial e Turística de Cabo Frio, Patricia Cardinot, observa com preocupação o momento de crise aguda, mas pondera que é necessário que a saúde e a vida sejam vistos como prioridade. 

– A gente não pode olhar agora para os boletos. A prevenção e a nossa saúde são as nossas prioridades. Se deixarmos com que isso se instale dentro de Cabo Frio, vamos ter um problema sério. Não adianta termos dinheiro, se não tivermos saúde. Precisamos pensar no coletivo.

Sem delivery, 
sem vendas

 José Martins de Souza, do Restaurante do Zé, no Boulevard Canal, conta que encerrou todas as atividades e aguarda por decisões futuras. Seus colaboradores estão com licença remunerada. 

– Estamos pedindo para que todos os nossos colaboradores fiquem dentro de casa – afirmou o empresário, que, para facilitar a permanência de seus funcionários em suas respectivas casas, distribui entre eles kits de cesta básica e de material de limpeza. 

Já Itanael da Costa, proprietário do Picanha na Tábua, no Centro, comentou que é esta a pior crise que já enfrentou em todos os anos à frente do restaurante.

– O restaurante já tem 40 anos, mas estou na direção dele há 15. Ele nunca sofreu como agora.

Milton Roberto, proprietário do Tia Maluca, disse que o restaurante está fechado por 30 dias. Ele também optou pelas férias coletivas.

– Estou na expectativa que isso passe e não seja prorrogado por mais tempo porque preciso cumprir com os meus colaboradores.

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