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Canoas havaianas: Prefeitura de Cabo Frio e atletas encaminham acordo

Governo voltou atrás após pedir retirada das canoas da área ao lado do Terminal dos Transatlânticos

16 fevereiro 2019 - 10h55
Canoas havaianas: Prefeitura de Cabo Frio e atletas encaminham acordo

Depois de muita polêmica e notícias desencontradas vindas do próprio governo municipal, ontem, a Prefeitura de Cabo Frio e praticantes de canoa havaiana encaminharam o entendimento sobre o estacionamento de barcos no Canal do Itajuru, ao lado do Terminal de Transatlânticos, na Passagem.

A reunião entre os donos de canoas e representantes do poder público começou tensa mas, aos poucos, os ânimos se acalmaram. Se inicialmente o posicionamento do governo era retirar as embarcações e transportá-las para outro local, a reunião de ontem sinalizou um recuo. Mais ameno, o discurso passou a ser o de ‘ordenamento do espaço’.

SAIBA MAIS: Contradição revela ação arbitrária da Prefeitura sobre canoas havaianas

Para ajudar a contornar a crise que se desenhou, participou do encontro a primeira-dama Alice Nassif, que também é atleta da modalidade. Depois de atribuir a questão a uma portaria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), fato negado pelo órgão federal, a prefeitura deu uma terceira versão: a de que a retirada dos barcos foi uma determinação do Ministério Público para a prefeitura.

Sendo assim, ficou definido que os representantes da canoa havaiana vão apresentar, no dia 26, um projeto de armazenamento das canoas havaianas para a prefeitura tentar negociar uma solução com o MP. A ideia é que a nova configuração respeite o local, que é tombado pelo Iphan e também uma área de proteção permanente.

– Existe um pedido de ordenamento desde 2010 que inclui várias coisas que não apenas as canoas havaianas. Há várias coisas para acertar. Vamos fazer e mostrar para eles para que fique claro para o MP que não prejudica em nada mantendo a área ordenada – disse o instrutor do clube Maikai Hoa, Victor Campanati, que criticou o mal entendido anterior, que sugeria uma ação arbitrária de retirada das embarcações.

– Foi desnecessário o que houve – complementou.

O superintendente de Turismo Histórico, Paulo Cotias, classificou a reunião como ‘positiva’ e enalteceu a tentativa de diálogo entre as partes, onde antes havia um impasse.

– Houve durante um tempo um adensamento e uma ocupação no espaço que vai se tornando, obviamente, desordenado. E isso traz consequências, já que se trata de um espaço tombado e que tem condicionantes ambientais. Nosso propósito é o ordenamento do espaço de modo a atender as determinações legais e viabilizar para que essa atividade, que tem um caráter esportivo e social importante para cidade, possa ali permanecer de modo organizado, evitando que no futuro acabe perdendo também o controle desse espaço – comentou Cotias.

A intenção é que o acordo de ocupação do espaço entre o governo e os donos das embarcações seja formalizado e registrado em documento. Segundo os canoeiros, o que havia desde a gestão anterior, do ex-prefeito Marquinho Mendes, era um acordo verbal para a utilização do espaço.