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'SEMENTE DA ESPERANÇA'

Músico da região compõe samba para amenizar dores da pandemia

Max Prates divulgou canção nas redes sociais e em grupos de WhatsApp

22 junho 2020 - 07h42Por Rodrigo Branco

Sobre o poder da criação, força nenhuma no mundo interfere, já decretam os versos imortais da canção de Paulo César Pinheiro e João Nogueira. No caso do músico Max Prates, nem mesmo uma pandemia que, pelo contrário, serviu de inspiração artística nos últimos meses vividos em quarentena. Recluso, o carioca radicado na Região dos Lagos há mais de uma década, deu vazão à verve de compositor e escreveu ‘Semente da Esperança’, samba que acaba de divulgar nas suas mídias sociais e entre amigos, nos grupos de WhatsApp. 

A canção, que bebe na fonte das obras clássicas do gênero, traz uma mensagem de otimismo em tempos que mais parecem o ‘Juízo Final’, pérola da lavra de Nelson Cavaquinho (1911-1986), um dos bambas que influenciam o trabalho de Max como compositor, juntamente com o também mangueirense Cartola e o portelense Candeia, conforme citou em entrevista à Folha em 2014

A primeira ideia de Max era fazer uma paródia, para ironizar os desmandos do Governo Federal no controle da doença e o comportamento das pessoas que furam o isolamento social sem necessidade. Segundo o músico, a ideia de compor uma canção com pegada de sátira política não foi abandonada, mas o destino se encarregou de dar contornos líricos ao trabalho. Ao ganhar um cavaquinho de aniversário, o trabalho fluiu.

– Tenho algumas coisas prontas; outras só o início, o meio. Vêm as ideias, a gente vai captando. E aí, num belo dia, sentei em frente de casa e, é aquela história, comigo, meu processo de compor, é meio ‘mediúnico’. Normalmente, eu faço letra e melodia. É sempre assim. Vem um esboço de melodia com um pouco da letra e eu vou ajustando. Depois, veio a primeira parte do samba praticamente toda. Do começo de maio até agora, fui trabalhando o resto do samba. Pegava um pouquinho cada dia até que, quando eu senti que estava redondo, passei para o Josimar [Figueira], que é um músico que me acompanha há muito tempo. Ele só harmonizou, porque a melodia já estava praticamente pronta e aí ficou mais fácil – explica.

A gravação tem cerca de dois minutos e a letra fala da expectativa de que os atuais tempos difíceis resultem em aprendizado e encontrem terreno fértil para que a ‘semente da esperança’ floresça na forma de um mundo melhor. Mensagem poética, mas que no depender do músico, vai ser passada apenas na gravação. Defensor ferrenho do distanciamento social e dos protocolos sanitários, Max não pretende fazer ‘lives’.

– Eu não curto a ideia porque estou em isolamento 100%. Mas também entendo que minha realidade é outra. Eu não vivo exclusivamente da música. Então, isso é um diferencial. Por isso, entendo que quem viva exclusivamente da música não tenha muita opção e acabe se expondo um pouco mais – avalia ele, que tem larga experiência no palco, mas também é jornalista, guia de turismo e mestre em Ecoturismo e Conservação pela Unirio.

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