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Coluna

O golaço da Copinha

15 janeiro 2026 - 13h43

A Copa São Paulo e Futebol Júnior de 2026 atraiu 128 equipes e mais de 3500 jovens nascidos entre 2005 e 2010. O mais famoso e importante torneio de futebol de base Brasil agrupa muitos meninos de diversas partes do país. E podia muito bem servir como laboratório social, além da bola.

São pouquíssimos os casos dos jovens que fazem sucesso na Copinha e seguem carreiras longevas e exitosas no profissional, dentro e fora do país. Cabe as instâncias organizadoras do evento, que ganham seus dividendos com direitos e patrocínios, levantar a situação social desses garotos: Estão estudando? Tem uma trajetória escolar constante? Moram em locais com ofertas de cursos? Qual a condição econômica de suas respectivas famílias – bem como qual a condição formativa e existencial das mesmas?

Não há no Brasil, tampouco na CBF, um levantamento capaz de oferecer um retrato das condições sociais e econômicas desses meninos. Normalmente os clubes não tem esses dados ou tem de forma precária. Contudo, deve ser trabalho de Federações e Confederação nacional, dizer como eles vivem para que o problema seja encarado.

O problema é: não há espaço para todos na profissão de jogador profissional de futebol. Portanto, a maioria ficará pelo caminho. Às vezes sequer sem a carona de um Ensino Médio completo para conseguir um emprego formal no mundo que se derrama para além das arquibancadas.

Se tem um golaço a ser feito na Copinha 2026 é esse: saber qual é a realidade desses meninos que estão entrando em campo. Porque o sonho, nós já sabemos qual é.