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BALANÇO DE PRIMEIRO ANO

Witzel diz que liberação de recursos para municípios do interior não é eleitoreira

Em coletiva no Palácio Guanabara, governador afirmou que PSC terá candidatura própria na maioria das cidades do estado do Rio

17 dezembro 2019 - 17h33Por Rodrigo Cabral e Rodrigo Branco

Depois de ter feito, durante este ano, agenda em diversas cidades do interior do estado do Rio, inclusive na Região dos Lagos, o governador Wilson Witzel (PSC) afirmou nesta quarta-feira (18) que a viabilização de recursos para os municípios nada tem a ver com a solidificação de apoios para 2020. Em coletiva de imprensa no Palácio Guanabara, Witzel revelou, no entanto, que o PSC pretende ter candidatura própria na maioria das cidades, assim como na capital.

–  Estamos distribuindo recursos para atender reformas. Não há nenhuma relação com eleição. O hospital de Guarus, em Campos, por exemplo, está em situação de penúria. Em Itaperuna, teremos candidato próprio, mas também já avisamos que a divisão de recursos não segue esse critério. Estamos ajudando todos os municípios com racionalidade na distribuição de verbas  – disse, em resposta a pergunta feita pela Folha.

Witzel também falou sobre investimentos em agricultura e turismo.

– O Rio nunca teve investimentos sérios em agricultura. Em 30 anos, há a expectativa de que haja o declínio das operações do pré-sal. O Rio precisa estar preparado. Para o ano que vem, tivemos a previsão de R$ 40 milhões na promoção do Rio. Remanejamos os recursos e chegamos aos R$ 100 milhões. O turismo interno é muito forte. E queremos trazer mais turistas para o Rio. Acreditamos que o turismo e a agricultura podem alavancar o PIB do estado.

O rompimento político com o presidente Jair Bolsonaro também foi motivo de questionamentos. Witzel, porém, disse ter caminho aberto com o ministro da economia, Paulo Guedes.

– O 'Posto Ipiranga' está me atendendo. O Paulo Guedes não deixou de me receber, de receber nossos técnicos - afirmou, complementando. - O presidente tem comportamento difícil. Não é de agora. Na cerimônia de posse, sequer consegui apertar a mão dele. Devem ter alguns governadores que vão lá e conseguem tirar uma selfie – ironizou.

Intenção de reduzir ICMS da energia elétrica e dos combustíveis em 2020

A situação financeira do estado do Rio foi um dos pontos mais comentados pelo governador durante a reunião que teve com os jornalistas. O governador comentou que, ao contrário deste ano, as perspectivas econômicas para o estado são melhores para 2020. Witzel afirmou que pretende reduzir a alíquota do ICMS para a energia elétrica e os combustíveis, mas que para isso vai fechar o cerco contra os sonegadores de impostos.

– Conseguimos pagar todos os fornecedores e também o salário dos servidores em dia, além do 13º. No ano que vem, a perspectiva é muito diferente desse ano. A perspectiva é pagar todos os salários e iniciar uma revisão das alíquotas da energia elétrica e do combustível. O Rio tem as alíquotas mais elevadas do Brasil. Isso só vai ser possível com o alargamento da base de pagamento do ICMS. Há uma grande parcela de sonegadores, o que corresponde a um prejuízo entre R$ 1,5 bilhão a R$ 3 bilhões – comentou o governador, anunciando que o modelo eletrônico de pagamento está em estudo pela Secretaria de Fazenda e deve ser implantado no primeiro semestre do ano que vem.

Witzel disse ainda que pretende aumentar em dez anos o prazo de pagamento da dívida pública do estado, dentro do regime de recuperação fiscal. Sobre a questão da resdistribuição dos royalties, o governador afirmou que discute o tema com o Congresso Nacional para que se encontre um modelo que não prejudique o Rio.

– Temos que buscar uma solução para os royalties para evitar que o Rio seja mais penalizado. Não é justo penalizar o Rio de Janeiro. Já discuti o assunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) para que a gente consiga mudar esses paradigmas – comentou.