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Vereadores de Cabo Frio dizem que aceitariam denúncia contra Temer

Reportagem fez sondagem com 11 dos 17 parlamentares cabofrienses

02 agosto 2017 - 09h36Por Rodrigo Branco I Foto: Divulgação CMCF
Vereadores de Cabo Frio dizem que aceitariam denúncia contra Temer

Se os vereadores de Cabo Frio dessem expediente no Congresso Nacional, as chances do presidente Michel Temer (PMDB) passar por um processo de impeachment seriam maiores. Pelo menos, é o que indica uma sondagem feita pela reportagem junto a 11 dos 17 parlamentares cabofrienses. Todos foram unânimes em dizer que votariam a favor da admissibilidade da denúncia contra Temer feita pela Procuradoria-Geral da República, caso fossem deputados.

Curiosamente, alguns vereadores são de partidos aliados a Temer em nível nacional, como o Solidariedade. Até pouco tempo atrás, o PPS também fazia parte do governo. Outra força local, o PRB, compõe o ‘centrão’ no Congresso Nacional. Participaram da pesquisa feita pela Folha os vereadores Miguel Alencar (PPS), Vanderlei Bento (PMB), Rafael Peçanha (PDT), Blau Blau (PSC), Alexandra Codeço (PRB), Letícia Jotta (PSC), Oséas de Tamoios (PDT), Rodolfo Machado (SD), Ricardo Martins (SD), Waguinho (PPS) e o presidente da Casa, Aquiles Barreto (SD). Para Aquiles, não deve haver distinções.

– Todos devem ser investigados. Daria prosseguimento ao pedido de Janot – afirmou.

Para Alexandra Codeço, o presidente não tem com o que se preocupar, se as denúncias não são verdadeiras.

– O Brasil vive um momento importante na luta contra a corrupção que não pode parar. A população precisa dessas respostas – diz a vereadora.

Letícia Jotta concordou com a colega.

– As denúncias são graves e sérias e devem passar por todas as instâncias para que se puna quem lesou a nossa nação.

Já Rafael Peçanha aumentou o tom das críticas a Temer.

– Votaria em qualquer oportunidade a favor da cassação deste presidente e deste governo corrupto e ilegítimo – dispara.

De acordo com Miguel Alencar, o legislador deve estar em sintonia com a vontade popular.

– Meu voto seria pela aceitação da denúncia, por entender que quase 90% dos brasileiros assim também desejam. O legislador precisa estar em sintonia com a sociedade e é isso que tenho procurado fazer ao longo desses meus oito meses na vida pública – afirma.

No entanto, alguns reconhecem que falar de fora ‘é mais fácil’, uma vez que não sofrem a pressão política ou são seduzidos pelas emendas parlamentares do governo.

– As denúncias são evidentes, mas Michel Temer tem uma grande habilidade dentro da Casa – diz Rodolfo Machado.

Não foram localizados ou não atenderam às chamadas da reportagem Guilherme Moreira (PPS), Vinícius Corrêa (PP), Edilan do Celular (PRP), Adeir Novaes (PRB), Luis Geraldo (PRB) e Jéferson Vidal (PSC).

O rito – De acordo com o advogado Diego Linhares, o que se decide hoje é apenas se será instalado o processo de impeachment do presidente Michel Temer. Caso sejam obtidos os 342 pela aceitação da denúncia.

– Se não atingir o número suficiente, o processo é arquivado – explica Linhares.

O passo seguinte, em caso de admissão da denúncia, é a votação dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal para decidir se Temer vira réu. Caso a Suprema Corte decida por isso, o presidente será afastado por 180 dias, e quem assume interinamente o comando do país é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).