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Vereador diz que dívida de empréstimo pode chegar a R$ 2 bilhões

Aquiles Barreto (SD) fez projeção de juros pelo Banco Central; CCJ se reúne nesta quarta (18) para debater operação

18 maio 2016 - 09h09Por Rodrigo Branco
Vereador diz que dívida de empréstimo pode chegar a R$ 2 bilhões

Aquiles: "O que tenho falado é que precisamos saber qual é essa conta a ser paga" (Alessandro Teixeira)

Antes mesmo da votação na Câmara Municipal, o possível empréstimo de R$ 200 milhões pedido pela prefeitura de Cabo Frio junto ao Banco do Brasil rende discussões acaloradas e argumentos de ambos os lados. Na sessão de ontem, não foi diferente. O líder da oposição, vereador Aquiles Barreto, disse na tribuna que a dívida do município pode ultrapassar R$ 2 bilhões, caso a operação financeira seja concretizada.

Para chegar ao número, o parlamentar do Solidariedade disse ter se utilizado de um link disponível no site do Banco Central, chamado “Calculadora do Cidadão”. Segundo Aquiles, caso o valor pretendido pelo governo seja pago em 15 anos (180 meses), a juros de 1,49% ao mês – taxa geralmente aplicada a contratos do tipo – no fim do período, o município terá desembolsado mais de R$ 2,8 bilhões. Ele ressalta, no entanto, que não são dados oficiais, apenas uma referência.

– O que tenho falado é que precisamos saber qual é essa conta a ser paga. Qual a taxa de juros, a carência, o benefício que vai trazer para cidade e se vale a pena esse benefício para poder pagar esse absurdo de juros e esse valor final de mais de R$ 2 bilhões. Acho que vai sair até mais caro, porque o prefeito quer pagar em 20 anos e não em 15 – afirma Aquiles, que pretende levar os cálculos para a reunião da Comissão de Constituição e Justiça, marcada para hoje.

Aliás, a expectativa é que por conta da emergência que o governo tem para resolver a questão, hoje mesmo o parecer do grupo, de maioria governista, seja elaborado para ser votado já na sessão de amanhã. Mas pelo Regimento Interno, para que isso aconteça, o parecer tem que constar na pauta com 24 horas de antecedência, ou seja, até as 10 horas de hoje.

Mesmo com a incerteza sobre a data que a matéria será apreciada, a mobilização do funcionalismo continua.

Ontem, mais uma vez, a sessão da Câmara esteve repleta de servidores da Educação e da Saúde, com direito a fila na porta, vigília na noite anterior e segurança reforçada, mas desta vez, apesar dos novos protestos, o tom foi mais ameno. Mas a expectativa é que amanhã a situação seja outra.