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ELEIÇÕES 2020

Tolentino Reis: "Sou levado por um desejo de colocar Búzios no rumo certo"

Candidato a prefeito pelo Podemos é o segundo a ser entrevistado na série da Folha dos Lagos

17 outubro 2020 - 17h26Por Rodrigo Cabral e Rodrigo Branco

Na segunda entrevista da série com os candidatos a prefeito de Armação dos Búzios,a Folha abriu espaço para o empresário Tolentino Reis, que concorre pelo Podemos. Antonio Carlos Reis Tolentino tem 43 anos e concorre pela primeira vez ao cargo máximo do balneário buziano. Ele encabeça a chapa, que tem como candidata a vice-prefeita a reprentante comercial Gabriela Azevbedo, de 37 anos. 

Folha dos Lagos – Por que deseja ser prefeito? Qual legado quer deixar para a cidade?

Tolentino Reis – Não sou candidato a prefeito por vaidade ou simples vontade política. Estou sendo levado por um desejo de colocar Búzios no rumo certo. É preciso fazer diferente, mais e melhor. O meu projeto não é de poder, e sim de cidade. Búzios passa por uma das suas maiores crises financeiras da história. Por 23 anos, grupos políticos se revezaram, garantindo seus espaços em detrimento da cidade. Nossa proposta é um governo que visa resultados e assim, iniciar um ciclo de competência política e administrativa. Queremos construir uma Búzios de referência em todos os setores, apresentando uma concepção de cidade nova, evoluída e inclusiva, com propostas e soluções. O legado que eu quero deixar em Búzios é de uma cidade liberta, com os moradores tendo paz e vivendo uma emancipação de verdade. Com qualidade na educação, com dignidade na saúde, uma vida econômica mais estabilizada, com mais qualidade de vida, e um calendário de turismo que realmente funcione, porque a vocação do município é 100% turística.

Folha – Como retomar o desenvolvimento, gerando emprego e renda, após um cenário de pandemia?

Tolentino – Precisamos retomar a economia fomentando o turismo de uma forma mais eficiente. Um turismo de esportes, com eventos esportivos que fazem circular dinheiro na cidade, já que é um público que consome. Outro exemplo é o turismo de negócios, com convenções, workshops nas áreas de tecnologia, medicina, cosméticos e muitas outras. E trazer eventos já consagrados para serem realizados em Búzios. Já estamos conversando para viabilizar aqui no município uma edição do Abu Dhabi Grand Slam Jiu-Jitsu World Tour e do Rodeio de Barretos, para fomentar nosso turismo. Também vamos municipalizar alguns serviços, deixando de contratar empresas por valores altíssimos, como o lixo, por exemplo. Podemos incentivar a criação de cooperativas na cidade para gerir essa mão de obra e o dinheiro ficar no nosso município. Além da economia, porque municipalizando os serviços os preços caem, vamos poder usar mão de obra local e o dinheiro vai ficar para circular na nossa economia. Outras propostas nossas para geração de emprego e renda no município são a criação do Fundo de investimentos municipal, com incentivo a criação de cooperativas, oferecendo técnicos para auxilio em sua formatação, gerando emprego e renda; a criação da ZEN – Zona de Empregos e Negócios, para estimular o desenvolvimento e aumento de renda em Búzios; a criação do CATT (Centro de Atendimento e Treinamento do Trabalhador), com cadastro de vagas de emprego, treinamento e cursos de capacitação para homens, mulheres e jovens, priorizando aqueles que estimulem a geração e renda e incentivem o primeiro emprego; entre outras.

Folha – Os municípios da região tiveram índice baixo no Ideb. Como mudar esse cenário e quais seus planos para a Educação?

Tolentino – Trabalhei muitos anos acompanhando de perto do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica em Belford Roxo. Quando fui secretário de Comunicação daquele município tive a oportunidade de ver uma transformação sem igual. Um município que estava na 89º lugar entre os 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, em quatro anos de governo, ficou entre os dez melhores colocados do Estado, a partir da implantação de um projeto chamado ‘Educação + Esporte’. Em quatro anos de governo, colocamos 90% dos alunos da rede municipal de ensino praticando atividades físicas, e esse projeto social dentro das escolas foi muito forte. Diminuímos a evasão escolar e a criminalidade no município e melhoramos o nosso índice no Ideb, já que para participar do projeto esportivo tinha que ter média 6,0. E quando você consegue conciliar esporte com Educação você tem uma ferramenta muito forte para aumentar o nível cultural e educacional. Isso sem falar na saúde, porque esporte é saúde preventiva. Além de desenvolver um projeto parecido como esse, unindo o esporte à educação, algumas propostas para a educação em Búzios são criar a Universidade de Búzios; a climatização das Salas de Aula; os Centros Profissionalizantes; as escolas em tempo integral para adolescentes; criar o programa Creche 12 meses/12horas; implantar Cursinho Pré-Vestibular e Preparatório para o Enem; o programa de intercâmbio internacional para alunos das escolas municipais; oferecer Programa Bilíngue (inglês e espanhol) para alunos da rede pública; criar projeto de capacitação continuada para professores e demais profissionais da Educação; entre outras.

Folha – Quais suas principais propostas para a Saúde?

Tolentino – Primeiro de tudo, precisamos reformar o Hospital Municipal Doutor Rodolpho Perissé, aumentando o centro cirúrgico. Precisamos também reformular o Programa de Saúde da Família nos bairros, com mais postos de saúde, até porque eles precisam ser o primeiro ponto de triagem para reduzir o movimento no hospital. Precisamos construir o Hospital da Mulher e um Centro de Referência para tratamento oncológico porque hoje as pessoas sofrem muito com falta de informação de onde conseguir tratamento para o câncer. Tenho rodado todo o Brasil, assistindo palestras e vendo o que outros municípios estão realizando, para aprender mais sobre a saúde e ver o que funciona e o que não funciona. Nosso município precisa urgentemente de uma maternidade neonatal e nós vamos fazer.  Trabalhei dois anos no Ministério da Saúde e sei como essa parte funciona e pode ser implantada. Precisamos pactuar com os outros municípios da região que utilizam a nossa Saúde para poder oferecer este serviço. Com essas ações já melhoramos bastante a saúde de Búzios. Também precisamos qualificar e remunerar melhor nossos profissionais. Algumas outras metas para a saúde são: lutar por Centros especializados de Saúde (Pediatria, Oftalmologia, Dermatologia, Ortopedia etc); ter mais Médicos, Enfermeiros e Dentistas; lutar por um Centro de Referência Odontológico; criar UPAs; implantar a Farmácia Popular da Prefeitura; implantar a Unidade de Saúde Especial da Mulher e da Criança; fazer o Programa de Promoção à Saúde com Nutricionistas, Fisioterapeutas, fonoaudiólogos e Atividades Físicas; entre outras.

Folha – Quais suas principais políticas que serão adotadas para o Turismo?

Tolentino – O Turismo na nossa cidade é uma potência. Temos tudo para fomentar o Turismo de qualidade trabalhando três pilares que são: o Turismo de Esporte, o Turismo de Negócios e o Turismo de Lazer. Pela experiência que a gente tem na área de eventos esportivos e culturais, a gente pode fomentar o turismo realmente com um calendário anual, assim como existe em Paraty. E eu vou mais além, até melhor do que Paraty, porque Búzios é uma cidade Internacional, desejada. Então vamos fomentar muitos eventos esportivos, como eventos aquáticos. Temos uma das melhores raias de vela do país, temos que realizar um campeonato Internacional de Vela. Temos também a parte de hotelaria que é muito boa, precisamos investir em um Centro de Convenções para acolher workshops, feiras, congressos e fomentar o Turismo de Negócios. Isso vai ser muito importante para a cidade. E por último, e não menos importante, o Turismo de Lazer, que vem junto com a cultura. Temos que ter Turismo de verão a inverno, o ano inteiro, com eventos em todas as áreas, por exemplo, na área de culinária, festival de cinema, festivais de inverno. Isso realmente fomenta um turismo de qualidade na cidade. Agora, não podemos esquecer que precisamos mexer na infraestrutura para poder receber um turismo de qualidade, então precisamos começar gradualmente montando um calendário para poder aquecer a economia, mas não podemos ter um turismo de massa agora, por conta da cidade não ter uma infraestrutura para receber um número muito grande de turistas.

Folha – O que o candidato pensa em relação a políticas afirmativas para mulheres, negros e LGBTs?

Tolentino – Eu penso que precisamos ter políticas públicas para as mulheres sim, precisamos ter uma atenção especial a elas, precisamos ter também atenção para os jovens, para os idosos. Com relação às opções sexuais e ideologia de gênero não temos qualquer tipo de preconceito com relação a isso e vamos estudar formas de trabalhar com esses grupos. Em relação às mulheres, precisamos muito ter um Centro de Atenção Especial que seja referência para tratamento psicológico, para que elas tenham um apoio com problemas relacionados à depressão, problemas oriundos da violência doméstica, das agressões, que são muito frequentes em todo o país. Precisamos criar uma Clínica da Mulher que ofereça toda atenção especial, com atendimento social, jurídico e psicológico à mulher vítima de violência, discriminação e preconceito; a formação de cursos complementares à mulher gestora do lar, de modo a qualificar mão de obra ativa economicamente, melhorando a sua qualidade de vida; a reestruturação do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam); e  criação do Centro de Referência de Saúde da Mulher, entre outros programas.

Folha – Quais suas principais propostas para o Esporte?

Tolentino – Como eu sou atleta, tendo como minha base dentro do esporte, e atleta de alta performance morando fora do Brasil, entendo que para a Educação de qualidade, as escolas municipais têm que ter aulas em tempo integral. Precisamos implantar o esporte dentro das escolas como uma ferramenta social, porque o esporte ajuda na educação. Fomentando competições no município e até intercolegiais com outras cidades, a gente consegue o desenvolvimento educacional esportivo das crianças, e o resultado disso é uma sociedade com menos evasão escolar, com menos criminalidade, com prevenção de doenças. Uma cidade que respira esporte é uma cidade que vive bem, é uma cidade 100% saudável. Além disso vamos reformular toda bolsa atleta. A cidade vai ter todas as modalidades esportivas com equipes profissionais. Nós vamos investir muito no esporte. Precisamos ter todas as modalidades com times de base como referência para disputar diversas competições esportivas, por exemplo, a primeira divisão de futebol, basquete, natação. Vamos investir muito nos atletas da cidade. Além disso, vamos investir nas areninhas e na valorização do esporte; no Programa Semana Esportiva; na criação da Bolsa Talento de incentivo ao esporte; no Calendário Anual de eventos esportivos; nos Jogos estudantis no ano inteiro; na Academia ao ar livre; na abertura das quadras das escolas para uso comunitário e esportivo à noite; e na implantação do Conselho Municipal da Juventude de Búzios; entre outros.
 
Folha – Quais suas principais propostas para a Cultura?

Tolentino – Temos conversado muito com os agentes de cultura da cidade, em especial com a Shana, que é presidente do Conselho de Cultura. Temos alguns projetos para fomentar a nossa cultura. Precisamos ter um teatro urgente na nossa cidade. Precisamos implementar ou construir um espaço para o circo, que é um projeto muito bacana, para Búzios. Na verdade, precisamos da Cultura com uma ferramenta social para a juventude dentro das escolas, com aulas de teatro, aulas de cinema, mostra de dança. A nossa cultura é rica, temos quilombolas que precisam ser preservados. Temos que fomentar o trabalho deles em um galpão, fazer uma oficina artesanal, trazer o quilombo para a Rua das Pedras, incentivar a criação de restaurantes com comidas típicas, lojas com peças artesanais construídas por eles. A nossa cultura é muito rica, só precisamos trabalhá-la melhor, dando uma oportunidade para os agentes de cultura, para que eles possam fazer valer o direito deles, o que eles sabem fazer de melhor para nossa cidade. Precisamos retratar e resgatar toda a parte cultural dos pescadores, das nossas origens. Vamos investir muito na cultura, institucionalizar e implementar o Plano Municipal de Cultura; revitalizar as manifestações culturais, com Festival de Artes e Gincanas; criar a Casa do Artesão com oficinas e cursos segmentados; criar o projeto "Lona Cultural nos Bairros", onde ocorrerão oficinas de artesanato, dança, lazer, cinema e literatura; e outros projetos culturais.
 
Folha – Quais os projetos do candidato para qualificar e ampliar a atuação da Guarda Municipal na Segurança Pública?

Tolentino – Sobre a Guarda Municipal, uma cidade turística que não tem segurança, não tem um turismo de qualidade. Então, precisamos realmente ter uma segurança de qualidade, e para isso, precisamos ter um monitoramento de reconhecimento facial, já que a nossa cidade é um condomínio com duas entradas e duas saídas. Precisamos tratar de uma forma mais eficaz, do ponto de qualificação profissional, os nossos guardas municipais. Principalmente oferecendo cursos de idiomas, como o inglês por exemplo. Eles precisam passar por cursos de reciclagem. Precisamos dividir em guardas turísticos e guardas ostensivos de segurança. Esses guardas turísticos precisam entender que eles são o cartão de visita da cidade, e quando o turista entra em Búzios, eles são os primeiros a serem abordados em busca de informações. Então, precisamos qualificar os nossos guardas, principalmente para montar uma guarda turística para poder servir de referência para o nosso turismo.  E para o município, em relação à guarda de segurança, vamos equipar com uma maior frota, com mais equipamentos de segurança, uniformizados da forma mais correta. O mais importante é preparar o material humano para receber pessoas e para atender a nossa demanda dentro do município ao cidadão. Precisamos ainda cuidar do apoio no combate ao tráfico de drogas; na campanha de Educação para o Trânsito; de fortalecer a Secretaria de Segurança e Cidadania do Município; criar a Guarda Escolar; instalar postes com telefones com linha direta com a polícia e botão Alarme de Emergência; e implementar um Sistema de Câmeras de Segurança; entre outros.
 
Folha – Quais as prioridades em relação à infraestrutura da cidade?

Tolentino – Com relação à infraestrutura, Búzios cresceu sem planejamento algum.  Você vê, são 24 anos de emancipação, de uma cidade sem tratamento de esgoto, onde se faz obras de pavimentação sem passagem de águas pluviais, sem bueiros. Eu nunca vi construir, numa cidade, uma casa do meio pra cima. Eu sempre soube que se faz uma casa pela fundação. A cidade nunca teve infraestrutura, então vamos precisar refazer toda a cidade. Não tem história, não tem outra conversa. Vamos ter que quebrar toda a cidade, refazer ela toda. Não dá nem pra escrever uma nova página. Precisamos fechar esse livro e começar outro, mas eu trabalhei quatro anos do Ministério das Cidades, e sei exatamente o que precisa ser feito. No Mistério da Cidade tem muito dinheiro para infraestrutura. O que falta é projeto, então vamos montar um projeto de reestruturação da cidade, vamos chamar a Prolagos para uma conversa muito séria, e a Prolagos vai ter que sentar com a gente para refazer todo esse plano de infraestrutura de tratamento de esgoto. A cidade fede a fossa, a gente precisa refazer esse trabalho, reconstruir essa cidade. Não tem jeitinho, nem paliativo. É quebrar, e refazer todo o tratamento de esgoto da cidade, porque hoje o esgoto é todo jogado no mar. E você imagina, uma cidade 100% turística, com quase todas as praias impróprias e com lençol freático da cidade completamente comprometido por conta desses sumidouros? Temos recursos para isso no Ministério das Cidades e vamos fazer.

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas em relação ao Meio Ambiente?

Tolentino – Sobre o Meio Ambiente, a gente precisa ter uma política de preservação. Por exemplo, nós temos o Mangue de Pedra, que é o terceiro do mundo, mas que precisa ter uma ação urgente de preservação, de sinalização, de Guarda Ambiental, para gente não perdê-lo. Fora isso, temos a Serra das Emerências, nossas praias, muitas áreas verdes que precisam ser preservadas. Vamos montar uma ação, uma força-tarefa para catalogar, fazer um acervo de toda nossa área verde, para poder garantir a preservação ambiental. Existem lugares que são turísticos, mas que vamos transformar em parques com guarita, com guardas, com toda infraestrutura para utilização, para que possa ter uma visibilidade turística, porém com preservação. Um turismo ecológico e preservado. A gente vai trabalhar muito forte com o que temos de mais rico, que a nossa natureza. Também vamos aplicar o Fundo Municipal de Meio Ambiente; realizar limpeza urbana com equipamentos e pessoal adequados; aderir, promover e incentivar a coleta seletiva de lixo; eliminar lixões a céu aberto ou autorizar a sua existência por tempo determinado; e estimular a formação e manutenção de cooperativas de catadores, bem como um projeto de reciclagem eficiente, entre outras ações.

Folha – De que maneira o município pode ser mais independente dos repasses dos royalties? Como enxerga um cenário caso o regime de partilha dos royalties seja alterado no STF?

Tolentino – Não podemos pensar nos royalties do petróleo como nosso principal recurso financeiro, né? Acho que esse recurso precisa ser sempre encarado como um ‘plus’. Temos que começar a administrar as Prefeituras como se fosse uma empresa privada. E os royalties do petróleo são um caixa auxiliar para o município. O que eu vejo na Região dos Lagos é que acontece tudo ao contrário. Recebem-se muitos royalties, fazem gastos sem planejamento, e quando acontece qualquer imprevisto, os prefeitos ficam sem saber o que fazer porque foram pegos de surpresa. A gente tem que trabalhar com uma economia sustentável, municipalizada. Como eu falei no início, precisamos municipalizar alguns serviços, e trabalhar com o que a gente tem e trazer recursos federais. Emendas impositivas, emendas de bancada, recursos estaduais, fazer obras em parceria. Precisamos economizar e fazer um trabalho realmente de verdade, profissional, para que a cidade sobreviva e não dependa única e exclusivamente, dos Royalties. Realmente trabalhar com o que temos, com economicidade, sem nenhum devaneio, buscando recursos e parcerias federais e estaduais. Só assim vamos conseguir vencer. Além de tudo, precisamos enxugar a folha, enxugar as empresas que estão sugando a cidade, muitas delas nem utilizam mão-de-obra local. Então penso em municipalizar, por exemplo, o lixo, ter uma economicidade na área da saúde, e fazer parcerias com o governo federal. Precisamos economizar muito e trabalhar com mão-de-obra local e com cooperativas; só assim, vamos reduzir os gastos da cidade e parar de depender apenas dos royalties do petróleo.

(*) O entrevistado desta segunda-feira (19) será o candidato Marcelo Morel, do PMB.

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