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Servidores realizam velório por dois meses sem salários

Manifestantes carregaram cruzes sinalizando calvário vivido por profissionais

06 setembro 2016 - 18h38
Servidores realizam velório por dois meses sem salários

Munidos de cruzes, apitos e cartazes, os servidores da Educação protestaram contra os dois meses de pagamento atrasados – julho e agosto – pelo centro de Cabo Frio na manhã de ontem. A manifestação começou na Avenida Assunção, subiu pela Avenida Nilo Peçanha e culminou na Praia do Forte.
As cruzes representavam a ‘morte’ dos servidores. O protesto teve as habituais canções de ordem contra o Governo Municipal – novamente o Poder Legislativo também foi cobrado, com gritos contra a ‘Câmara do Silêncio’ e pedidos para não reeleger nenhum vereador em 2016.


A manifestação também se direcionou para as melhorias no setor e protestou contra o fechamento de escolas por falta de condições. O protesto também cobrava velhas reivindicações dos servidores como insalubridade, pagamento 13º salário, convocação de concursos e enquadramento.
Quando a manifestação passou pelo Colégio Ismar Gomes de Azevedo, na Nilo Peçanha, estudantes apareceram nas grades e janelas para dar palavras de apoio aos professores e demais funcionários.


Há um consenso entre os servidores: os vencimentos nas contas do mês devido aos atrasos no salário são a principal preocupação.

A diretora de imprensa do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos), Denise Teixeira, ressaltou as principais dificuldades.
– O atraso no pagamento ocasiona, primeiramente, a dificuldade de diversas famílias. Em algumas ocasiões, professores estão sendo despejados. Em outras, eles não têm como alimentar suas famílias. Há muita dificuldade em manter as contas básicas como água, luz, telefone, compras do mês... Essas são as principais dificuldades – conta.


*Leia a matéria na íntegra na edição desta quarta-feira (7) da Folha dos Lagos