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Política

Requerimento chamando Alair e Janio é adiado e Aquiles entra com mandado de segurança

Empréstimo sob contestação

04 setembro 2015 - 10h20

RODRIGO BRANCO

 

 

 

 A cada dia a novela da contra­tação do empréstimo pela Pre­feitura de Cabo Frio para com­pensar as perdas com royalties ganha novos capítulos – e o de ontem teve como protagonistas os vereadores da cidade. Mas curiosamente os lances mais emblemáticos aconteceram lon­ge dos holofotes. Pelo menos por enquanto.

Conforme a Folha antecipou na última semana, Adriano Mo­reno, que é do mesmo partido que o prefeito Alair Corrêa, o PP, apresentou requerimento an­teontem pedindo que a Mesa Di­retora enviasse convite ao man­datário e ao deputado estadual Janio Mendes (PDT) para falar sobre o possível acordo, mas de última hora o pedido foi deixa­do de lado, apesar de figurar na pauta do dia.

Visivelmente irritado, Adria­no preferiu não polemizar e disse que foi informado que a Presidência da Casa tem a prer­rogativa regimental de esperar o fim do prazo de cinco dias para colocar o requerimento em vo­tação, o que deve acontecer na próxima terça-feira. Ele preferiu não se estender nos comentários.

– O prefeito fala uma coisa e o Janio fala outra, o que tem causado muita preocupação na cidade. A gente só quer saber quais as condições desse em­préstimo – disse.

Único vereador a votar con­tra a mensagem do Executivo, há quase três meses, que pedia autorização para a operação, Aquiles Barreto (SD) disse que, apesar de respeitar a atitude do colega, a considerou tardia. Para Aquiles, a presença de Alair e Janio na Câmara apenas faria da tribuna um palanque.

– Com todo o respeito ao ve­reador Adriano, trazer o Janio e o Alair hoje, para questionar nú­meros, por fala, não vai adiantar nada. A matéria já foi votada. O que a gente precisa é de dados concretos. Alair precisa vir aqui para dizer onde vai empregar o dinheiro e quais as condições do empréstimo – argumenta.

 

Aquiles entra com mandado na Justiça

Depois de uma frustrada ten­tativa de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para tomar parte dos trabalhos da auditoria na secretaria de Saú­de, incluindo uma ida à Justiça, Aquiles novamente recorreu à via judicial para conseguir ex­plicações do Governo.

O parlamentar entrou ontem com um mandado de seguran­ça no fórum da cidade a fim de que, na impossibilidade de anu­lação da sessão em que houve a votação, em 18 de junho, a ma­téria retorne, modificada, para apreciação na Casa. Na visão de Aquiles, o processo contém vários ‘vícios’.

– Em primeiro lugar, ele foi votado numa rapidez imensa. Segundo, houve um parecer conjunto sem a necessária dis­cussão. Claro que numa sessão extraordinária isso acontece, mas num caso como esse, envolvendo milhões, deveria ter um parecer muito mais técnico e embasado – justifica, entre outras razões.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta sexta-feira (4)