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Cunha

Queda de Cunha deixa órfãos políticos na região

Silas, em Cabo Frio, e Renatinho, em Arraial, são aliados do presidente afastado da Câmara

16 junho 2016 - 11h33Por Rodrigo Branco
Queda de Cunha deixa órfãos políticos na região

A derrota por 11 votos a 9 de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sinaliza que algo está diferente em Brasília. Acossado por denúncias de corrupção em diversas esferas do setor público, o presidente afastado tenta se articular com o poder que ainda desfruta no meio político para escapar de uma agora, cada vez mais concreta, cassação de mandato.

Mas a queda do ainda poderoso parlamentar do PMDB fluminense pode influenciar os planos de seus aliados políticos na região, entre eles o vice-prefeito de Cabo Frio, Silas Bento (PMB), e o vereador de oposição de Arraial, Renatinho Vianna (PRB), pré-candidato a prefeitura da cidade. Após fazerem campanha para Cunha em 2014, ambos ambicionavam a retribuição do agora presidente afastado da Câmara.

Procurado, Silas saiu pela tangente e disse que prefere acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.

– Achamos precipitado emitir qualquer juízo nesse caso onde somos meros espectadores. Ao emitir uma opinião agora poderemos ser injustos ou deselegantes. Não conhecemos o caso com riqueza de detalhes. O que temos é tudo que vem sendo divulgado – afirmou o vice-prefeito, que afirmou ter pouco contato com Cunha recentemente.

Silas e Renatinho foram articuladores da vinda do deputado para a região no ano passado, mas por causa dos protestos de servidores, o encontro em Cabo Frio foi cancelado.

Colega de partido e plenário de Cunha, Marquinho Mendes afirmou que, hoje, a tendência entre os deputados é pelo afastamento do ex-presidente. No entanto, apesar de se posicionar favoravelmente ao relatório da Comissão de Ética, Marquinho vai esperar a posição do PMDB.

– A bancada do PMDB é independente e sólida. É uma das maiores da Câmara e já está trabalhando sem o Cunha – comenta.

Por sua vez, Renatinho Vianna afirmou que jamais teve Cunha como seu "padrinho político". Apesar de admitir que trabalhou para reelegê-lo em 2014, o fez por causa da influência no "tabuleiro político de Brasília" e porque à época, não havia "nada que desabonasse a sua conduta".

– Com o passar do tempo, descobri, através da mídia, como toda a população, das acusações contra Cunha. Imediatamente me afastei, uma vez, que minha postura como vereador da oposição, que combate a corrupção sistêmica da minha cidade, não seria jamais condizente com temas que eram sucessivamente apresentados pela grande mídia e atribuídos ao referido deputado. 

(*) Atualizado em 17/06 às 09:57.