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Primeiros cem dias da nova Câmara são marcados por indicações e polêmicas

Marasmo e lentidão do mandato passado parecem ter sido superados

07 abril 2017 - 00h52Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Primeiros cem dias da nova Câmara são marcados por indicações e polêmicas

O recado nas urnas, em outubrodo ano passado, foi dado. E, ao que parece, os dez novos vereadores de Cabo Frio e os sete remanescentes da legislatura passada entenderam.

Completados cem dias da ‘nova Câmara Municipal’, o marasmo, le­targia e omissão registradas no que ficou conhecida como ‘Casa do Si­lêncio’ dos últimos quatro anos fo­ram substituídas por um perfil mais vibrante, embora ainda sem tantos resultados práticos. Levantamento feito pela reportagem, mostra que até o momento foram apresentados pelos parlamentares 33 projetos de lei e 33 projetos de resolução, o que dá uma média de aproximadamente quatro propostas por vereador.

Aliás, os números apontam para um Legislativo que ainda tenta or­ganizar a casa e limpar as próprias gavetas, sobretudo as da Comissão de Constituição e Justiça, antes de olhar para frente. Somente na CCJ foram dados 68 pareceres (40 a fa­vor e 28 contra) de projetos, vários deles da legislatura passada. Foram ainda 18 pareceres da comissão de Redação Final, sete da de Políticas Públicas e uma da de Finanças.

– Ainda temos algumas matérias em atraso da antiga gestão legislati­va. Estamos dando total celeridade e apressando os processos para que não fique nada pendente. Já resolve­mos muita coisa, mas não podemos deixar de colocar projetos atuais – disse o novato Guilherme Moreira (PPS), que preside a CCJ.

A vontade de mostrar serviço, so­bretudo nos próprios redutos eleito­rais e proximidades, é outro sintoma da grande presença dos ‘marinhei­ros de primeira viagem’. Foram apresentadas 77 indicações, a maior parte delas referentes à reformas de equipamentos públi­cos, colocação de semáforos e a construção de unidades munici­pais, entre outros. Em tempos de crise e caixa vazio na Prefeitura, muitas vezes a boa intenção não resulta em ações práticas.

Mas nem tudo pode ser conside­rado inócuo ou apenas freio de arru­mação. As novidades não se resumi­ram ao campo estático, uma vez que as históricas dependências do Poder Legislativo passaram por obras. Em raro momento de união entre governo e oposição, os vereado­res tiveram participação decisiva na solução do impasse que en­volvia o Ensino Médio munici­pal, que poderia levar ao fim do tradicional Colégio Rui Barbosa, por exemplo. A proposta que deu fim ao imbróglio (corte de 35% das turmas do primeiro ano) foi gestada nos gabinetes do Legisla­tivo municipal.

Mulheres representadas – De­pois de três mandatos seguidos sem uma representante sequer, as mu­lheres ocupam duas cadeiras na atu­al legislatura: Letícia Jotta (PSC) e Alexandra Codeço (PRB). Para Co­deço, elas já marcaram presença.

– Faço visitas regulares a diver­sos e departamentos e isso nos per­mite verificar o funcionamento des­ses locais e também ouvir a pessoas que utilizam os serviços. Isso faz com que o nosso trabalho como le­gislador seja muito mais produtivo e eficaz.