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CPI

Presidente de CPI da Alerj preocupa-se com interdição de Hospital da Mulher

Renata Souza vai questionar Cremerj e MP sobre como ficarão atendimentos a pacientes

17 maio 2019 - 19h56Por Redação I Foto: Divulgação
Presidente de CPI da Alerj preocupa-se com interdição de Hospital da Mulher

Os ecos da polêmica envolvendo a interdição ética do Hospital da Mulher pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj) chegaram ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a morte de nascituros e recém-nascidos na unidade, deputada Renata Souza (PSOL), disse que está preocupada com a situação.

Em entrevista ao programa Bom Dia Litoral, da Rádio Litoral FM, Renata disse que vai questionar como e onde será feito o atendimento às gestantes, sem a maternidade pública de referência. Renata se disse pega de surpresa com a interdição feita pela entidade.

– A interdição do Hospital da Mulher é uma surpresa para a gente também da CPI. Afinal de contas, estamos preocupadas para onde vão as mulheres que precisarem ter filhos. O desdobramento é entrar em contato com o Ministério Público e o Cremerj para saber quais são as novas ações, afinal, a gente tem um hospital interditado e como se garante o atendimento dessas mulheres que ficaram sem um hospital de referência? – questionou a parlamentar.

Renata disse ainda que o Ministério Público deve cobrar a contratação de médicos e enfermeiros obstetras para reforçar a equipe da unidade, bem como os reparos já sinalizados pelo próprio Cremerj.  Novamente, a deputada demonstrou seu receio quanto o destino das pacientes da unidade. 

– É importante que o hospital continue investigando os óbitos de nascituros e recém-nascidos, mas a gente precisa que, com essa interdição, não tenha novos problemas concretos com relação ao atendimento a essas mulheres. A gente precisa que o hospital faça um atendimento qualificado. A interdição não pode intervir concretamente nessa assistência dada a essas mulheres gestantes. A gente está muito preocupado para onde vão ser levadas essas mulheres diante dessa interdição do Hospital da Mulher – disse Renata.

A agenda com os próximos movimentos da CPI ainda não foi divulgada, mas a expectativa é que a diretora do Hospital, Tânia Lydia Matosinhos Lowen preste depoimento aos deputados da comissão nesta terça-feira. A presidente da CPI afirma que o trabalho avança com cautela.

– É importante ressaltar que a CPI não tirou as próprias conclusões sobre o que levou às mortes dos nascituros. Estamos trabalhando de maneira muiro qualificada para que a gente não cometa injustiças – completou.

Enquanto isso, a unidade segue em funcionamento apesar da interdição. O prefeito Adriano Moreno (Rede) foi ao Rio, ontem, para se encontrar com diretores do Cremerj, a fim de buscar uma solução. O resultado do encontrado não foi informado até o fechamento desta edição. Uma ação na Justiça não está descartada.