Assine Já
terça, 01 de dezembro de 2020
Região dos Lagos
29ºmax
20ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 12398 Óbitos: 542
Confirmados Óbitos
Araruama 2426 118
Armação dos Búzios 1201 16
Arraial do Cabo 427 16
Cabo Frio 3809 182
Iguaba Grande 1129 40
São Pedro da Aldeia 1874 76
Saquarema 1532 94
Últimas notícias sobre a COVID-19
Governador

Por causa da crise, Governador Pezão reduz em 10% o próprio salário

Medida se estende ao vice Dornelles e a todos os secretários

13 dezembro 2015 - 09h30

Nada como uma crise eco­nômica aguda como a que vive o estado do Rio para fazer os gestores públicos cortarem na própria carne. Depois de atitu­des semelhantes tomadas por alguns prefeitos como Alair Corrêa (PP), em Cabo Frio, e Aluizio Santos Junior (PV), em Macaé, é a vez do governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB) decidir pelo corte no próprio salário.

A medida foi tomada depois de uma reunião na manhã de on­tem no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Além do governador, o corte de 10% nos vencimentos atin­girá também o vice, Francisco Dornelles (PP) e todos os secre­tários estaduais. Com a inicia­tiva, o salário de Pezão que era de R$ 21.868,14 passa a ser R$ 19.682. Já os de Dornelles e dos secretários serão reduzidos de R$ 18.421,99 para R$ 16.579, enquanto o dos subsecretários passarão de R$ 16.579,79 para R$ 14.922.

Mas o pacote de contenção de despesas não se resume à re­dução salarial no primeiro esca­lão do governo.

Em dívida com fornecedores e concessionárias de serviços públicos e com dificuldades para pagar os salários – o do mês de novembro dos funcioná­rios que ganham mais R$ 2 mil, por exemplo, foi pago em duas vezes – o governador resolveu cortar carros oficiais e celulares funcionais do Poder Executivo. As medidas devem ser publica­das no Diário Oficial do Estado na próxima segunda (14) ou ter­ça-feira (15).

Além do pacote anunciado, o governo do estado estuda pro­mover uma ampla reforma ad­ministrativa, com extinção de mais de 300 cargos e incorpo­ração de autarquias e empresas públicas a secretarias. Um novo local para abrigar o maior nú­mero possível de pastas e repar­tições estaduais também está sendo procurado, a fim de redu­zir as contas de energia elétri­ca e os gastos com segurança. Com os cortes, Pezão espera fa­zer uma economia entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões.

– Todo o esforço que esta­mos fazendo para fazer essa travessia entre 2015 e 2016. As receitas estão caindo mui­to, o recolhimento de impostos. A inadimplência de empresas cresce muito. Vamos reduzir mais ainda nossos custeios – comentou Pezão, em entrevista ao RJTV.

No caso da Saúde, as difi­culdades financeiras ganham contornos de queda de braço. No caso da UPA, por exemplo, o estado já anunciou que não pretende retomar as unidades de Cabo Frio, contrariando a in­tenção da prefeitura.