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Governador

Por causa da crise, Governador Pezão reduz em 10% o próprio salário

Medida se estende ao vice Dornelles e a todos os secretários

13 dezembro 2015 - 09h30

Nada como uma crise eco­nômica aguda como a que vive o estado do Rio para fazer os gestores públicos cortarem na própria carne. Depois de atitu­des semelhantes tomadas por alguns prefeitos como Alair Corrêa (PP), em Cabo Frio, e Aluizio Santos Junior (PV), em Macaé, é a vez do governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB) decidir pelo corte no próprio salário.

A medida foi tomada depois de uma reunião na manhã de on­tem no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Além do governador, o corte de 10% nos vencimentos atin­girá também o vice, Francisco Dornelles (PP) e todos os secre­tários estaduais. Com a inicia­tiva, o salário de Pezão que era de R$ 21.868,14 passa a ser R$ 19.682. Já os de Dornelles e dos secretários serão reduzidos de R$ 18.421,99 para R$ 16.579, enquanto o dos subsecretários passarão de R$ 16.579,79 para R$ 14.922.

Mas o pacote de contenção de despesas não se resume à re­dução salarial no primeiro esca­lão do governo.

Em dívida com fornecedores e concessionárias de serviços públicos e com dificuldades para pagar os salários – o do mês de novembro dos funcioná­rios que ganham mais R$ 2 mil, por exemplo, foi pago em duas vezes – o governador resolveu cortar carros oficiais e celulares funcionais do Poder Executivo. As medidas devem ser publica­das no Diário Oficial do Estado na próxima segunda (14) ou ter­ça-feira (15).

Além do pacote anunciado, o governo do estado estuda pro­mover uma ampla reforma ad­ministrativa, com extinção de mais de 300 cargos e incorpo­ração de autarquias e empresas públicas a secretarias. Um novo local para abrigar o maior nú­mero possível de pastas e repar­tições estaduais também está sendo procurado, a fim de redu­zir as contas de energia elétri­ca e os gastos com segurança. Com os cortes, Pezão espera fa­zer uma economia entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões.

– Todo o esforço que esta­mos fazendo para fazer essa travessia entre 2015 e 2016. As receitas estão caindo mui­to, o recolhimento de impostos. A inadimplência de empresas cresce muito. Vamos reduzir mais ainda nossos custeios – comentou Pezão, em entrevista ao RJTV.

No caso da Saúde, as difi­culdades financeiras ganham contornos de queda de braço. No caso da UPA, por exemplo, o estado já anunciou que não pretende retomar as unidades de Cabo Frio, contrariando a in­tenção da prefeitura.