Assine Já
quarta, 30 de setembro de 2020
Região dos Lagos
28ºmax
19ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8402 Óbitos: 437
Confirmados Óbitos
Araruama 1657 103
Armação dos Búzios 500 10
Arraial do Cabo 252 15
Cabo Frio 2765 149
Iguaba Grande 695 37
São Pedro da Aldeia 1353 54
Saquarema 1180 69
Últimas notícias sobre a COVID-19
Câmara

'Pautas-bomba' dominam agenda da Câmara no segundo semestre

Discussões polêmicas e CPI tomarão a Casa nos próximos meses

29 julho 2017 - 15h30Por Texto e foto: Rodrigo Branco
'Pautas-bomba' dominam agenda da Câmara no segundo semestre

Por enquanto, o único ruído que vem do plenário da Câmara de Cabo Frio é o do trabalho dos operários que dão os últimos retoques na reforma promovida pela Casa durante o recesso parlamentar. No entanto, a partir dessa terça-feira, não vão faltar discursos, apartes e, claro, muitas polêmicas, na abertura do segundo semestre legislativo de 2017. Já nas próximas semanas, várias ‘pautas-bomba’ cairão no colo dos vereadores.

O debate sobre uma possível consulta popular para decidir se a Guarda Municipal será armada e a abertura de uma CPI para apurar desvios na Educação na gestão passada são apenas algumas delas. Matérias de grande interesse do governo, como a reforma do Código Tributário também devem começar a ser discutidas em breve.

Por outro lado, questões que possivelmente não serão concluídas esse ano, como a revisão do Plano Diretor e do Código de Postura, prometem render discussões acaloradas. No mais, a pouco mais de um ano para as eleições gerais do ano que vem, naturalmente o velho embate entre situação e oposição em busca de espaço político terá vez.

– Vou continuar cobrando transparência, continuar cobrando números. Acho que quem não deve não teme, mas tudo o que for positivo para a sociedade, a gente vai até impulsionar para que tudo saia conforme ela deseja. A gente só não pode deixar de ser uma oposição que vá para o enfrentamento. Uma oposição forte até ajuda o governo, porque aponta onde está errado – avalia o líder do bloco de oposição, Vanderlei Bento (PMB).

Ex-ocupante do cargo, Rafael Peçanha (PDT) tem opinião semelhante. O autor do futuro pedido de CPI da Educação e da ideia de convocar plebiscito sobre a Guarda armada acredita que a visibilidade e, consequentemente, a cobrança sobre os parlamentares será muito maior a partir de agora.

– Tenho certeza que, em se acirrando questões de interesse da população, os vereadores vão apoiar porque certamente serão cobrados pela opinião pública que cada vez tem pesado mais sobre a cabeça dos parlamentares. Essa nova política certamente obriga o parlamentar a se posicionar favoravelmente em relação a população independentemente do seu posicionamento de bloco ou partidário – avalia.

Certamente um dos vereadores mais atarefados daqui por diante, o líder do governo Miguel Alencar (PPS) atuará como presidente em pelo menos quatro desgastantes frentes nos próximos meses: as comissões especiais de Educação e de atualização do Plano Diretor e leis complementares; do Código de Postura e da Lei Orgânica Municipal. Miguel continua a acreditar na união dos vereadores em prol de uma agenda comum para a cidade.

– Se não tiver essa união fica muito difícil conseguir o que a gente precisa, que é o crescimento e novas receitas. O discurso de situação por situação não me interessa nem o de oposição por oposição. Tem que se interessar pelo bem do todo. Quando o governo acertar, vou defendê-lo e quando tiver que criticar também vou criticar. Mas criticar por criticar sem fundamento não faz sentido. Politicagem barata não participo e critico quem faz – dispara.