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Câmara

'Pautas-bomba' dominam agenda da Câmara no segundo semestre

Discussões polêmicas e CPI tomarão a Casa nos próximos meses

29 julho 2017 - 15h30Por Texto e foto: Rodrigo Branco
'Pautas-bomba' dominam agenda da Câmara no segundo semestre

Por enquanto, o único ruído que vem do plenário da Câmara de Cabo Frio é o do trabalho dos operários que dão os últimos retoques na reforma promovida pela Casa durante o recesso parlamentar. No entanto, a partir dessa terça-feira, não vão faltar discursos, apartes e, claro, muitas polêmicas, na abertura do segundo semestre legislativo de 2017. Já nas próximas semanas, várias ‘pautas-bomba’ cairão no colo dos vereadores.

O debate sobre uma possível consulta popular para decidir se a Guarda Municipal será armada e a abertura de uma CPI para apurar desvios na Educação na gestão passada são apenas algumas delas. Matérias de grande interesse do governo, como a reforma do Código Tributário também devem começar a ser discutidas em breve.

Por outro lado, questões que possivelmente não serão concluídas esse ano, como a revisão do Plano Diretor e do Código de Postura, prometem render discussões acaloradas. No mais, a pouco mais de um ano para as eleições gerais do ano que vem, naturalmente o velho embate entre situação e oposição em busca de espaço político terá vez.

– Vou continuar cobrando transparência, continuar cobrando números. Acho que quem não deve não teme, mas tudo o que for positivo para a sociedade, a gente vai até impulsionar para que tudo saia conforme ela deseja. A gente só não pode deixar de ser uma oposição que vá para o enfrentamento. Uma oposição forte até ajuda o governo, porque aponta onde está errado – avalia o líder do bloco de oposição, Vanderlei Bento (PMB).

Ex-ocupante do cargo, Rafael Peçanha (PDT) tem opinião semelhante. O autor do futuro pedido de CPI da Educação e da ideia de convocar plebiscito sobre a Guarda armada acredita que a visibilidade e, consequentemente, a cobrança sobre os parlamentares será muito maior a partir de agora.

– Tenho certeza que, em se acirrando questões de interesse da população, os vereadores vão apoiar porque certamente serão cobrados pela opinião pública que cada vez tem pesado mais sobre a cabeça dos parlamentares. Essa nova política certamente obriga o parlamentar a se posicionar favoravelmente em relação a população independentemente do seu posicionamento de bloco ou partidário – avalia.

Certamente um dos vereadores mais atarefados daqui por diante, o líder do governo Miguel Alencar (PPS) atuará como presidente em pelo menos quatro desgastantes frentes nos próximos meses: as comissões especiais de Educação e de atualização do Plano Diretor e leis complementares; do Código de Postura e da Lei Orgânica Municipal. Miguel continua a acreditar na união dos vereadores em prol de uma agenda comum para a cidade.

– Se não tiver essa união fica muito difícil conseguir o que a gente precisa, que é o crescimento e novas receitas. O discurso de situação por situação não me interessa nem o de oposição por oposição. Tem que se interessar pelo bem do todo. Quando o governo acertar, vou defendê-lo e quando tiver que criticar também vou criticar. Mas criticar por criticar sem fundamento não faz sentido. Politicagem barata não participo e critico quem faz – dispara.