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Presidência

'Negociar cargos seria insensatez', diz Luis Geraldo

Presidente eleito da Câmara fala dos bastidores da disputa e diz que prioridade é ajudar Aquiles

30 setembro 2017 - 09h31Por Texto e foto: Rodrigo Branco
'Negociar cargos seria insensatez', diz Luis Geraldo

Luis, em frente à cadeira onde vai sentar a partir de 2019: 'Trabalhamos até o útlimo dia para vencer eleição"

Recém-eleito para a presidência da Câmara de Cabo Frio para o biênio 2019-2020, Luis Geraldo (PRB) garante, em entrevista à Folha, que não houve ofertas de cargos durante as negociações com os vereadores para o fortalecimento de sua candidatura.

– Seria uma insensatez – diz, lembrando que o município vive situação de penúria financeira.

Ele afirma que a marca de sua gestão, que começa somente a partir de 2019, terá como marca um “trabalho humanizado, de contato com as pessoas”.

Folha dos Lagos – Em algum momento você chegou a pensar que poderia não ganhar?

Luis Geraldo – Sim, quando entramos numa disputa dessas, tudo é possível. Agora, o trabalho foi feito, conversamos muito com alguns vereadores. Mas, claro, possibilidade de não ganhar existia. Trabalhamos até ao último dia.

Folha – Durante esse período, conversamos com alguns membros do chamado G8, e eles falavam da questão da insatisfação, de não se sentirem atendidos pelo governo e tudo mais. Houve uma mea culpa do governo, no sentido de entender que não havia esse diálogo com os parlamentares?

Luis – Não sei se fez mea culpa, mas é uma reclamação que eles tinham. Era uma pauta deles em reuniões para justificar essa movimentação toda. Mas não começou com a gente, não foi comigo. Quando houve a votação para antecipar as eleições eu votei contra – nas duas vezes. Não sei se foi só isso, porque não participava muito disso com eles. Mas acredito que tenha sido por aí mesmo, e que tenha servido para dar uma chacoalhada no governo. Isso sempre dá. Chegam situações aqui e o executivo é que executa, e temos de ir lá. E, às vezes, não somos atendidos de uma forma. Ninguém quer prioridades, só quer ser atendido. Se não puder ser, então que digam: ‘não posso atender agora, marca pra tal hora’. E é isso, às vezes houve gente que se sentiu mal, desprestigiada, e surgiu essa manifestação. Até positiva, talvez, no sentido de dar uma movimentada, mostrar que o caminho é outro.

Folha – Como foi o processo para a construção da maioria?

Luis – O que foi conversado, quem trabalhou mais, e por isso fiz um agradecimento especial ontem, foi o Miguel [Alencar]. Ele participou muito para trazer algumas pessoas para conversar comigo. Alguns vereadores eu passei a conhecer agora, nessa legislatura. Eu não conhecia a Letícia Jotta, o Edilan. Algumas pessoas mais próximas deles, como o Miguel, o Aquiles, traziam. Para a gente poder garantir a eles essa aproximação maior com o Governo com relação às demandas deles. A reclamação era essa. Não sei se acharam em mim um caminho mais fácil para ter esse atendimento tão requisitado. Mas não teve ‘vai aumentar o espaço aqui, ou lá’. Isso é uma coisa natural. Se você está mais próximo do governo, naturalmente você aumenta seu espaço.

Folha – Isso envolveu cargo?

Luis – Não, nem tem condição. Hoje a Prefeitura está aí tentando a redução de folha, tentando redução salarial para ver se consegue manter os pagamentos em dia. O prefeito esteve no MP para tentar acertar isso até. A gente aumentar cargos para compor seria uma insensatez.

Folha – Como você acha que saiu o governo desse processo? Fica alguma cicatriz?

Luis – Não fica cicatriz, isso abre uma porta para outra conversa. Se você não dá uma movimentada forte, isso se acomoda um pouco. O governo sai fortalecido. Porque ontem, até foi dito na tribuna por um vereador, que o prefeito perdeu porque o candidato na outra eleição teve 13 votos e nesta teve 11. Não vejo assim. O governo continou com os 13 votos, até mais. Teve 11, e o outro candidato que também é da base do governo teve 4, teve até mais.

Folha – A questão da transição: ela começa imediatamente? Aquiles já vai te participar das licitações?

Luis – Não. O que eu quero aqui é ajudar o Aquiles. Esse processo é até bom explicar, porque confunde um pouco. Eu não via vantagem para ninguém essa antecipação [da eleição para a mesa diretora], justamente por essa confusão. Porque o Presidente é eleito, todo mundo sabe que daqui a um ano e meio ele vai tomar posse. Isso atrapalha. Eu não via, quando queriam votar a antecipação da eleição, nada que pudesse ganhar. O presidente é Aquiles Barreto, fazendo um excelente trabalho na Casa, e até ao último dia a gente tem de ajudá-lo e respeitar isso, para que ele possa ter uma comissão boa aqui na casa.

(*) Confira a entrevista na íntegra na edição impressa da Folha deste sábado (30).