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Política

Miguel Alencar diz que está em busca de 'paz política' no governo Adriano

​Novo secretário de Governo elogia antecessor, mas afirma que vai aumentar o diálogo

21 março 2019 - 11h35
Miguel Alencar diz que está em busca de 'paz política' no governo Adriano

RODRIGO BRANCO

Menos de uma semana após ser efetivado no cargo, o novo secretário de Governo de Cabo Frio, Miguel Alencar, participou de uma reunião com os demais integrantes do primeiro escalão com o prefeito Adriano Moreno (Rede). Em entrevista à Folha, Miguel, que ocupa a pasta em conjunto com Alberto Silva (responsável pela parte institucional), disse que a reunião não foi tensa, apesar das pressões políticas na últimas semanas.

Na conversa com a reportagem, o novo secretário falou de como será seu trabalho na articulação política do governo; negou qualquer mal-estar com secretários ou vereadores; elogiou o antecessor, Duca Monteiro; mas disse que pretende aumentar o diálogo interno e externo à prefeitura. 

– Acho que posso ajudar muito, vim para isso. E os secretários entenderam isso. Acho que a união vai acontecer e quem ganha com isso é o cidadão e a cidade – comentou.

Folha dos Lagos – Como foi a primeira reunião de secretariado?
Miguel Alencar –
Foi longa (risos). A primeira experiência dentro do grupo do Adriano, esse grupo que eu faço parte agora. Foi interessante, uma apresentação não só do meu cargo, mas de outras pessoas que assumiram coordenadorias, assessorias especiais. O Adriano deu uma pincelada de como está o governo, o que ele pensa.

Folha – A reunião teve tom de cobrança?
Miguel –
Senti que, no entendimento do prefeito, a gente precisa mostrar que os trabalhos estão sendo feitos, de forma que a gente precisa buscar essa união e a unidade como um só grupo. Eu sei que isso existe, mas é pouco mostrado. Os secretários apontaram questões pontuais das suas pastas, projetos que eles acham interessantes e as dificuldades. A gente está começando a fazer um planejamento para que, a partir da semana que vem, consiga colocar algumas coisas em prática, mas achei muito positiva a reunião. 

Folha – Como foi a receptividade dos demais secretários?
Miguel –
Na verdade, eu conhecia todos. Quando assumi o cargo de líder de governo na Câmara, tive a oportunidade de ir a quase todos os secretários, fazer visita, entender o que está acontecendo em cada pasta, até para fazer a defesa junto ao Legislativo. A receptividade foi ótima. Encontrei alguns grandes amigos que eu tenho nesse governo, mas que já são amigos de cidade, com quem a gente convive. São pessoas com quem a gente toma café junto, dialoga sobre questões importantes para o município, indiferente de participar ou não da vida pública. Essas coisas que foram ventiladas de que eu não ia ser bem recebido não existem. O Adriano colocou na reunião que a proposta dele era fazer um governo que unisse as pessoas que querem o melhor para cidade. Tenho certeza que venho para somar. Acho que posso ajudar muito, vim para isso. E os secretários entenderam isso. Acho que a união vai acontecer e quem ganha com isso é o cidadão e a cidade.

Folha – E com os vereadores? Chegaram a dizer que você não seria bem recebido por um grupo.
Miguel –
Não tem nada disso. Na política, você se posiciona naquele momento por algum motivo, uma busca de um espaço aqui. O Legislativo está sempre unido em prol do benefício do município. As especulações eram muito mais especulações do que outra coisa porque minha relação continua maravilhosa com todos os vereadores. Quando o Legislativo cobra do Executivo é porque acha que está numa linha errada. E quando elogia, participa e compõe em várias pautas é porque acha que a composição ajuda o cidadão. Então essa independência dos poderes é interessante acontecer, mas com diálogo. E eu estou aqui para buscar cada vez mais esse diálogo. 

Folha – O que vai mudar no estilo em relação ao antigo secretário Duca Monteiro?
Miguel –
O antigo secretário é uma pessoa por quem eu tenho muito apreço. A gente tem amigos em comum e defende ideais muito parecidos. O estilo do Duca de trabalhar funcionava por um lado e, por outro, talvez ele não estivesse conseguindo implementar o que buscava e acabou criando um certo desgaste, mas não é porque ele não queria é porque ele não conseguia implementar o que achava que tinha que implementar. O que eu pretendo é melhorar o diálogo onde não estava da forma que se fazia necessário. Vou buscar um diálogo melhor interno e externo para compor uma unidade que ajude a cidade a buscar o crescimento econômico. Buscar esse diálogo com a sociedade, com as lideranças de bairro, porque eles estão na ponta, sabem o que está acontecendo. Eles trazem esse tipo de demanda e o Executivo precisa escutar o clamor das ruas. 

Folha – Entende que a sua chegada vai pacificar o governo politicamente?
Miguel –
Paz política vem com ações. Não é só trocar de secretário. A paz existe na cidade quando as coisas funcionam. Quando elas não funcionam existem as crises e as cobranças da sociedade. A população chega ao Legislativo cobrando os vereadores e os vereadores cobram o Executivo. Os atores políticos da cidade também cobram o Executivo. Então se faz necessário que o que o que é feito de bom no Executivo seja melhor dialogado e entender o que está de errado para consertar e melhorar. A paz vem das ações de planejamento. Sempre fiz uma crítica grande quando estava no Legislativo de que faltava diálogo na articulação. Isso como um todo. É um governo técnico, mas acho que faltava esse entendimento político desse governo técnico.

Folha – Não acha que o prefeito ficou muito exposto politicamente até agora?
Miguel –
Acho que o prefeito estava exposto porque aparecia para responder tudo. Você tem uma equipe toda formada, para que a pessoa da ponta, de um cargo específico, possa responder sobre aquilo. Mas o prefeito tinha que falar sobre as coisas positivas e o que estava de errado. Ele tem a predisposição de querer falar sobre tudo, de resolver tudo. Quem o conhece sabe que ele é assim. Acho que o que precisa é que o próprio governo faça a sua defesa em conjunto. Que se exponha de forma positiva ou negativa, mas que se exponha em conjunto para explicar o que está sendo feito. Se for uma crítica que tenha validade, ok, mas se for politicagem, o governo tem que se posicionar em grupo e mostrar porque não é assim. Além disso, o governo tem que ter humildade de quando errar, assumir. Não pode levar até o fim o erro, para depois consertá-lo. Minha visão é de estou aqui para ajudar nisso, mas tenho certeza que ele (Adriano) entende isso.